Miguel Santos Costa

Interpretado por Ricardo Castro
Sou o Santos Costa e há dias em que acordo a meio da noite a sonhar com rabanadas, pudim abade prisco, bolas de Berlim e tudo o mais que seja muito doce que vos possa passar pela cabeça. Chega a ser tortura. E faz-me equacionar se fiz bem de ter posto a banda gástrica. Mas bom, salva-me o trabalho, que é o que me liberta destes pensamentos obsessivos, mas até isso agora está em perigo: desde que morreu o fundador da editora, que os herdeiros só pensam em vender a empresa, sem se preocupar com a importância do trabalho que ali fazemos. Livros, trabalhamos com livros, esqueci-me de dizer. Vocês percebem que não é uma coisa qualquer que se possa descartar assim, como querem fazer. E é por isso que para salvar a editora, eu sou até capaz de mexer no meu passado, que tinha decidido esquecer, e pedir ajuda ao meu pai, que é um bandido famoso no meio, apesar de não gostar de o divulgar, para conseguir dar a volta ao caso. Uma coisa eu garanto: esta editora não vai parar às mãos erradas. Não se depender de mim.

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