16 mar 2018 16:26

Será que sabemos o que andamos a comer?

A segurança alimentar vai muito para além de saber lavar as mãos e a verdade é que aquilo que comemos tem, cada vez mais, origem num pacote qualquer. Com a ajuda da engenheira alimentar Susete Estrela, alertamos para os perigos alimentares nas nossas próprias casas.

Até 1913, a esmagadora maioria das casas portuguesas não tinha frigorífico. A maioria dos alimentos eram, dessa forma, consumidos frescos e com origem na horta.

Com o tempo, habituámo-nos a dar mais valor ao cómodo em detrimento da qualidade. Qualquer alimento começa a decompor-se assim que é retirado do solo, mar, árvore ou animal. A verdade é que a maior parte das intoxicações alimentares acontece em casa.

Cuidados a ter em conta:

- No frigorífico devemos guardar os alimentos crus na parte de baixo e os cozinhados em cima;

- Os alimentos que têm maior contacto com a terra devem ser lavados em água corrente;

- Os panos de cozinha funcionam como meio perfeito de propagação de bactérias;

- Devido ao perigo das salmonelas, os ovos devem ser guardados no frigorífico;

- Tenha atenção à conservação dos alimentos entre o supermercado e o armazenamento em casa.

Erros mais comuns:

- Cozinhar com muita antecedência;

- Guardar comida fora do frigorífico;

- Demorar muito tempo a arrefecer a comida (depois da cozedura, o arrefecimento não pode demorar mais de duas horas);

- Reaquecer a comida de forma inadequada (uma porção de comida só deve ser aquecida uma única vez);

- Servir comida mal cozinhada;

- Descongelar alimentos à pressa;

- Conservar comida morna.