09 out 2019 18:52

Bruno é perseguido e ameaçado pela ex-namorada

Desde que pôs fim à relação, Bruno Ferreira, tem sido alvo de violência psicológica por parte da ex-companheira.

Desde maio que Bruno Ferreira, 35 anos, tem sido atormentado pela ex-companheira. Viveu dois anos em união de facto com uma mulher que se revelou, inesperadamente, obsessiva. A suspeita de ter sido traído pela companheira levou-o ao termino da relação. A partir daí tem sofrido ameaças, perseguições e difamações constantes. Bruno garante que foi alvo de vingança por parte da ex-companheira, que alegadamente riscou o carro, e todos os dias recebe mensagens com tom ameaçador. Ele acredita que as difamações da ex-namorada fizeram com que perdesse o emprego. A vítima de violência psicológica só quer libertar-se desta relação que se transformou num pesadelo. Já tentou o suicídio, sente-se psicologicamente destruído. Bruno já apresentou queixa, mas ainda não foi feita justiça.

Bruno Ferreira, já tinha vivido duas uniões falhadas, tem dois filhos menores de 11 e 6 anos, fruto dessas relações anteriores. Segundo a versão de Bruno, as relações terminaram de uma forma pacífica, privilegiando o interesse dos dois filhos menores que ficaram à guarda da mãe, mas mantiveram contacto com o progenitor ao fim-de-semana, de 15 em 15 dias.

A primeira vez que Bruno se cruzou com a ex-namorada foi há quatro anos. Conheceram-se num contexto do trabalho. Ele era motorista de pesados, ela trabalhava para uma empresa que era cliente dessa transportadora. Quando a conheceu diz que não sentiu qualquer empatia. Ao contrário dela, que diz ter sentido algo por Bruno desde o primeiro momento em que o viu. Só dois anos depois, em Junho 2017, é que o Bruno voltou a cruzar-se com esta mulher por quem se viria a apaixonar. Através das redes sociais, começaram a trocar mensagens e marcar encontros.

Visto que namoravam à distância, ele vivia em Coimbra, ela na Figueira da Foz, decidiram partilhar o mesmo teto e Bruno foi viver com a namorada para casa da mãe dela, na Figueira da Foz. Os primeiros tempos foram um autêntico sonho. “Sempre que tínhamos tempo livre partíamos os dois à aventura em viagens de carro pelo país. Íamos sem destino. Eram tempos maravilhosos. Era uma relação que me fazia muito feliz", afirma Bruno.

Em termos de relação, a companheira revelou-se controladora, ciumenta, não só com outras mulheres, mas com os filhos dele, fruto de duas relações anteriores. Chegou, inclusive, a pedir-lhe para escolher entre ela e os filhos. Bruno confessa que ficou confuso e na época pôs a mulher à frente dos filhos e abdicou de estar com eles.

Em maio de 2019, Bruno decidiu pôr um ponto final na relação. A partir daí é que começou a sofrer as consequências de ter terminado com a ex-namorada. Ela não aceitou e tentou vingar-se a todo o custo. Passou a enviar-lhe mensagens diárias com ameaças e insultos. Bruno tem sido alvo de maus tratos psicológicos desde então.

A ex-companheira ficou inconformada com o fim da relação e tentou reconciliar-se com ele. Numa dessas investidas ela marcou um encontro para conversarem e levou-o de carro para um descampado onde o forçou a ter relações sexuais, mas ele não permitiu. Bruno diz sentir-se psicologicamente destruído. Está a ser acompanhado em psiquiatra, no Hospital Universitário de Coimbra.