02 ago 2019 19:34

Conheça a história de Eduardo, o menino que nasceu sem a mão esquerda

Sandra Fernandes passou a terceira gravidez angustiada sem querer acreditar no diagnóstico médico, chamado de «síndrome da brida amniótica.»

Casada há vinte anos, já estava nos seus planos ter uma família grande. Aos 41 anos, Sandra engravidou pela terceira vez e, às dez semanas, ao realizar a primeira ecografia, a médica arriscou dizer que não conseguia ver uma das mãos do bebé. O casal tentou encarar a notícia de forma positiva, ao acreditar que o feto era demasiado pequeno para ter um diagnóstico tão preciso. Mas o pensamento de que havia algo errado perdurou por duas semanas, quando Sandra voltou a fazer uma nova ecografia: “Ela disse-nos que o bebé não tinha a mão esquerda formada e que poderia confirmar o diagnóstico quase a 100%. Esse “quase” deu-me esperanças, mas ao mesmo tempo senti um medo tremendo do que estava a acontecer".

Às dezasseis semanas de gestação, Sandra faz uma ecografia 3D, ainda com a esperança de outro veredito, mas o técnico confirmou que havia algo diferente na mão do bebé, e Sandra não quis acreditar: "Saí de lá a chorar e descrente em tudo", recorda. Contrariando os diagnósticos anteriores, à 18ª semana, Sandra fez a amniocentese e o resultado alegrou a todos, ao revelar que o bebé era perfeito e saudável. Mas, às 36 semanas, Eduardo nasceu e quando a médica levantou o bebé, Sandra percebeu que lhe faltava a mão esquerda, e, ao colocá-lo nos braços, disse: "Amo-te tanto, meu filhote", e toda a angústia e tristeza deram lugar ao amor e alegria de tê-lo nos seus braços.

Sandra escreveu o livro «O Coelhinho Dudu», com o objetivo de ajudar o filho a compreender e a aceitar o porquê de ser “diferente”, para evitar que, futuramente, sofra de bullying e preconceito. A mãe também tem uma página no Facebook: «Eduardo, a minha bênção!» que ajuda a explicar o síndrome da brida amniótica.