Ana luta pela legalização da prostituição

Ana é mentora de uma petição que legalizar esta profissão.

Chama-se Ana Loureiro mas é conhecida no mundo da prostituição pelo pseudónimo de Andreia Montenegro. Ana trabalhou durante vários anos como acompanhante e gere atualmente uma casa no centro de Lisboa onde várias mulheres vendem o corpo a troco de dinheiro. Defende a legalização da prostituição e dá a cara por essa luta. Tem dois filhos menores, que conhecem o dia-a-dia da mãe, e garante que foi por eles que se iniciou nas lides da prostituição.

Ana esteve casada durante uma década mas, em 2008, viu-se sozinha com dois filhos nos braços e várias decisões difíceis para tomar. Sem meios para conseguir pagar as propinas, colocou imediatamente o curso de parte mas tudo piorou quando, pouco tempo depois, a empresa onde trabalhava decidiu dispensar vários trabalhadores e ela foi uma das sacrificadas.

Aos 24 anos, com a sua situação a ficar cada vez mais insustentável, e com todas as portas profissionais fechadas, Ana não teve outro meio senão virar-se para a prostituição para meter comida na boca dos filhos.

Ana ainda hoje se recorda da primeira vez que se deitou com alguém a troco de dinheiro. Não avança com muitos pormenores, mas adianta que se tratava de um padre que lhe pedia para se vestir de criança.

Algum tempo depois de se começar a dedicar à atividade do sexo, Ana decidiu abrir uma casa onde pudesse receber os seus clientes.

Atualmente, poderemos dizer que, mais do que acompanhante, Ana é a gerente de uma casa onde outras mulheres vendem o corpo a troco de dinheiro.

Nos últimos anos, tem sido o principal rosto da luta pela legalização da prostituição em Portugal. Para regulamentar aquela que é chamada «a profissão mais antiga do mundo», Ana elaborou uma petição na Internet onde defende a legalização da prostituição, mas apenas se forem respeitados determinados pressupostos.