Cláudio Ramos esclarece: «Nenhuma pessoa com excesso de peso tem que se esconder ou deixar de fazer o que entende»
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Big Brother
O apresentador fez um esclarecimento nas redes sociais.
Cláudio Ramos recorreu às redes sociais para fazer um esclarecimento relacionado com um tema que gerou algum debate esta semana, na sequência de uma entrevista no programa ‘Dois às 10’: a obesidade.
O apresentador começou por defender que o julgamento não deve assentar na aparência física, mas no carácter de cada pessoa:
«… Parece que de repente o mundo se divide entre gordos e magros, mas não. O mundo divide-se entre boas e más pessoas e eu sou dos que aprecia as boas porque a mim importa zero se são gordos, magros, pretos, brancos, amarelos, verdes, se usam óculos ou lentes de contato, cabelo liso ou caracóis, se são altos ou baixos. A mim importa que sejam livres e felizes. É nisso que se baseia a minha forma de estar.
Cláudio Ramos falou ainda sobre a importância de contextualizar as opiniões e criticou quem aproveita o debate para semear ódio:
Óbvio que nem todas as pessoas têm de concordar com o que se diz, mas todas tem a obrigação de entender o contexto. Temos um partido político que usa muito as coisas fora de contexto e percebe-se o perigo que corremos. Sou super a favor de discutir temas e acho que também aqui o mundo se divide. Os que aproveitam para discutir de forma interessante e outros que na escuridão onde vivem vêem aqui uma luz para aparecer. Não condeno, mas questiono os que falam de empatia e usam o ódio para tentar passar os argumentos que não têm. Comigo não adianta, já expliquei que não me tira o sono.»
O apresentador sublinhou também que, apesar de tudo, a obesidade não deixa de ser um problema de saúde pública:
«No entanto, convém lembrar que a obesidade é uma doença e um dos enormes problemas que a ONS luta para combater. Obviamente não acho que a felicidade se defina pelo peso da balança mas é um problema de saúde. Eu seria mais feliz sem os problemas de saúde que tenho, e tendo alguns, falo portanto por experiência própria. Se em 2026 eu não poder fazer esta pergunta é porque me adianta pouco descer a avenida a cada 25 de Abril. Mas este é o meu ponto de vista que considera também que nenhuma pessoa com excesso de peso tem que se esconder ou deixar de fazer o que entende pelo que lhe diz a balança ou o espelho, no entanto tem a obrigação de não passar a mensagem irresponsável de que se pode comer fritos, chocolates e beber refrigerantes todos os dias e alegremente ser-se preguiçoso quando o objectivo é influenciar jovens. Mas isto sou eu, que não me deixo influenciar por ninguém e como dois litros de gelado por semana!»
Por fim, Cláudio Ramos terminou o desabafo com um apelo à união e à calma:
«Entretanto, a semana fez-se de rotinas e canções. De alegrias, de sol e lidas da casa. Somos todos iguais. Mais iguais numas coisas que noutras. Não se destruam porque não nos adianta. Mesmo!»
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