Ao Minuto

Da doença à gravidez inesperada: Mãe de Diana Lopes recorda períodos mais difíceis da vida da filha

  • 30 set, 16:11
Da doença à gravidez inesperada: Mãe de Diana Lopes recorda períodos mais difíceis da vida da filha - Big Brother

Emília Teixeira, mãe de Diana Lopes, recordou no «Dois às 10», os períodos mais difíceis da vida da filha.

Emília Teixeira, mãe de Diana Lopes, esteve esta manhã no «Dois às 10» para recordar a curva da vida da filha, começando por falar na doença que a assombrou em criança. 

«A Diana tinha 12 anos, nós andávamos em médicos e não havia maneira de descobrir a doença dela. Depois fomos ao hospital de Matosinhos, ao pediatra dela e ele ligou logo para o hospital Maria Pia», recordou. 

Emília continuou: «A Diana teve de fazer uma biópsia porque encontraram uns gânglios, que tinham de ser retirados e deu mal. Acho que nos foge tudo dos nossos pés, não conseguimos imaginar a dor que é uma mãe ver que uma filha tem cancro». 

«O Dr. só me ligou no dia seguinte e a Diana deu entrada no IPO nesse mesmo dia. O processo demorou mais ou menos um ano e meio, 18 meses. Ela fez 12 ciclos de quimio e fez radioterapia, que lhe afetou os ovários e por isso diziam-lhe que ela nunca poderia ser mãe», acrescentou.

Depois de superada a doença, a mãe de Diana Lopes recorda então a gravidez da filha, anos mais tarde. «Numa noite de São João, eu também fui, ela liga-me e eu digo: “já bebeste uns copinhos hoje, não estás nada bem” e ela disse que estava bem. Depois, pelos vistos o pai do meu neto levou-a a casa e as coisas acontecem». 

«No dia anterior à Diana entrar no hospital de Matosinhos, ela queixava-se que lhe doía o fundo das costas. Ela ficou em minha casa, eram 7h liga-me o meu filho: “mãe, anda aqui que a Diana está a bater mal”. E eu fui ao quarto e ela disse que não aguentava as dores nas costas e na barriga». 

«E ela disse: “traz-me um pijama porque eu acho que é uma recaída da minha doença” e eu respondi: “se for preciso alguma coisa a mãe vem buscar”. Fomos ao hospital de Matosinhos, eu não podia entrar. Passado uma hora liga-me: “mãe, estou grávida” e eu disse “como assim se não podes ser mãe? Eu já vou para aí”». 

Emília continuou: «Entrei no hospital, ela já estava a soro e voltei a perguntar: “Como assim tu estás grávida?” e ela respondeu: “mãe, eu não estou grávida, estou gravidíssima, o bebé vai nascer hoje”. Passámos logo para obstetrícia e eu só pedia a Deus que o Afonso fosse saudável, porque foi uma gravidez que nunca foi vigiada». 

«Foi um choque, mas ao mesmo tempo foi uma bênção para todos nós», rematou Emília Teixeira. 

 

Relacionados