Luís Gonçalves foi o grande vencedor do Big Brother 2025 e, contra todas as expectativas, recebeu o apoio de Pedro Chagas Freitas.
Com 57% dos votos, o ex-fuzileiro conquistou a medalha de ouro desta edição e recebeu o tão ambicionado cheque de 100 mil euros. No Instagram, o autor deixou uma mensagem muito especial dirigida ao concorrente.
No Instagram, Pedro Chagas Freitas deixou uma reflexão sobre esta vitória. «Há no Luís o carisma dos simples. O único dos carismas, na verdade: sem manual, sem verniz, sem coaching de empatia. Ando cheio de sonsos, de máscaras bem oleadas, de malta treinada para parecer humana: robôs com a função "abraço" e "choro breve". A felicidade não se treina, o amor não se finge, o carácter não se edita. O Luís não pareceu: foi. Isso desinstala. Desinstala-nos», começou por escrever.
«Num Big Brother cada vez mais saturado de gente a representar, ele foi um acidente bonito, uma falha no guião. Um gajo com pele marcada. A autenticidade deixa nódoas. Gosto de gente com nódoas», acrescentou.
«Os que sentem à flor da pele podem ser vencedores»: revela Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas prosseguiu, mostrando-se verdadeiramente feliz com a vitória de Luís. «Não faço de conta de que isto muda o país. Não muda nada. O país continuará a premiar a pose, a maquilhagem da alma, o sorriso que dura o tempo de um story. O que me interessa é outra coisa: por breves instantes, a televisão mostrou uma pessoa a sentir sem cinismo. Um tipo normal, com dores normais, com afetos normais, com nervosismos, com erros: inteiro. Isso é mais raro do que talento», disse.
«O Luís ganhou. Os que sentem à flor da pele podem ser vencedores. Bem vistas as coisas, basta sentirem à flor da pele para já o serem. Parabéns, Luís», terminou.
«O Luís não fez bullying, fez frente»
Já nesta terça-feira, 1 de julho, Pedro Chagas Freitas voltou a recorrer às redes sociais para falar sobre Luís Gonçalves e sobre algumas acusações de que foi alvo.
«Educação não é show-off, não é um verniz; é uma ferida bem tratada. Cansa-me o moralismo pós-moderno: toda a gente a aplaudir porque fica bem aplaudir, toda a gente a condenar como se nunca tivesse odiado em silêncio. O Luís foi educado, sim. Educado na coragem, na fragilidade. Não foi fofo; foi verdadeiro. Não disse sempre as palavras certas, não reagiu sempre com compostura, não interpretou o papel de mártir. Ainda bem. Os anjinhos fazem bons santos de gesso. Nós precisamos é de gente com carne a latejar», começou por escrever.
E continuou: «O Luís não fez bullying; fez frente. Disse o que sentia, não entrou para parecer bem. Entrou inteiro; partiu-se todo. É assim que se vive; é assim que se joga. Defendeu-se muitas vezes, atacou outras tantas. Quem entra num programa — ou numa vida — apenas para sair intacto não merece a vitória. O Luís ganhou porque foi todo. Deixou-se ferir».
«Obrigado, Luís. Lembraste-nos que o que importa no meio disto tudo não é parecer inteiro; é continuar a ter a coragem de nos mostrarmos em pedaços», terminou.
Percorra a nossa galeria e veja as melhores imagens de Luís Gonçalves.