Sete dos 10 suspeitos de burla com falsa empresa corretora da Bolsa em prisão preventiva

  • Agência Lusa
  • 7 fev 2023, 18:48
Sete dos 10 suspeitos de burla com falsa empresa corretora da Bolsa em prisão preventiva - TVI
Sala de audiências

Suspeitos, oito homens e duas mulheres, todos de nacionalidade brasileira, têm idades entre os 20 e os 40 anos

Sete dos 10 detidos suspeitos de pertencerem a um grupo que operava através de uma falsa empresa corretora de ações de Bolsa ficaram esta terça-feira em prisão preventiva, após interrogatório judicial.

Segundo adiantou à agência Lusa fonte do Tribunal Judicial de Lisboa, aos restantes três arguidos foram aplicadas como medidas de coação apresentações bissemanais às autoridades, entrega dos respetivos passaportes e proibição de contactos com outros arguidos e funcionários das empresas em causa.

De acordo com informação policial divulgada na sexta-feira, os suspeitos, oito homens e duas mulheres, são todos de nacionalidade brasileira e têm idades entre os 20 e os 40 anos.

Na ocasião, O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP referiu que a operação, efetuada na área metropolitana da capital, visou “um grupo criminoso” associado a burlas qualificadas e crimes económicos e financeiros.

Nas buscas realizadas, precisou a PSP, foi possível apreender "centenas de materiais informáticos e cerca de um milhão de euros que já se encontrava convertido em criptomoedas".

Em declarações à Lusa, o comissário André Teixeira indicou que a operação policial era para cumprimento de oito mandados de busca domiciliária e cinco mandados de busca não domiciliária.

A PSP adiantou que a operação, “relacionada com criminalidade associada a burlas qualificadas e crimes económicos e financeiros, incidiu maioritariamente em Lisboa e na margem Sul do Tejo”.

Segundo a PSP, o “grupo criminoso” operava através de “uma falsa empresa corretora de ações na bolsa”, que tinha como único propósito “burlar os seus clientes e despojá-los do dinheiro investido”.

As vítimas eram selecionadas através de aplicações de dados que indicavam aos operacionais da rede “não só os seus números de contacto, mas também os seus ‘hobbies’, interesses, capital financeiro e perfil psicológico”, refere ainda a PSP.

Após contacto com as vítimas, foi percetível que “muitas delas ficaram numa situação económica muito debilitada”, relatou a PSP, salientando que se crê ter sido desmantelada “uma rede criminosa responsável por milhares de vítimas fora do território nacional”.