O milagre arrepiante. Maria José acredita que as cinzas da mãe a 'salvaram' no grave acidente de viação

  • Dois às 10
  • 7 nov, 11:59

Aos 50 anos, Maria José sofreu um violento acidente de viação quando seguia para o Algarve para depositar as cinzas da mãe. O carro foi abalroado e capotou, deixando-lhe graves sequelas — mas a sobrevivente acredita que foi “um milagre” e que a presença da mãe a protegeu naquele momento.

Maria José tinha apenas 25 anos quando lhe foi diagnosticada esclerose múltipla. Desde então, tem vivido uma vida marcada por desafios e superação. “Aos 35 anos estive a morrer por causa de um surto”, recorda. O prognóstico inicial dos médicos foi devastador — disseram-lhe que em dois anos estaria numa cadeira de rodas —, mas contrariou todas as previsões.

Aos 50 anos, enfrentou o que descreve como “a prova mais dura” da sua vida. Num dia que deveria ser de homenagem, enquanto seguia para o Algarve para depositar as cinzas da mãe, Maria José foi vítima de um grave acidente de viação. “O carro foi abalroado por trás e capotou. Quando dei por mim, as cinzas da minha mãe tinham-se espalhado e cobriam-me o braço ferido. Senti que ela estava comigo”, conta, emocionada.

O impacto foi devastador: Maria José perdeu vários dedos da mão esquerda e perfurou vários órgãos. “No hospital de Beja disseram-me: entre salvar uma mão e salvar uma vida, nós vamos salvar uma vida”, recorda. A cirurgia durou oito horas e, segundo os médicos, havia sérias dúvidas de que conseguisse resistir.

O condutor que provocou o acidente pôs-se em fuga, deixando-a ferida na estrada. “Fui salva por pessoas que pararam na autoestrada, incluindo uma médica que me prestou os primeiros socorros. Nunca esquecerei a bondade de quem ficou comigo naquele momento”, partilha.

Hoje, Maria José vive com limitações físicas. “Não consigo lavar a cabeça sozinha porque o braço esquerdo não levanta. Não tenho força e já não consigo fazer as lides domésticas”, admite. Ainda assim, diz que aprendeu a agradecer. “Agradeço todos os dias quando me levanto e quando me deito o facto de estar viva.”

 

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