Descubra as ilhas paradisíacas em Portugal que continuam escondidas da maioria

  • Dois às 10
  • 8 mai, 16:00

Entre paisagens intocadas, águas cristalinas e uma tranquilidade rara, existem ilhas em Portugal que continuam longe das rotas turísticas mais conhecidas. E o mais surpreendente é que muitas delas permanecem desconhecidas não só para estrangeiros, mas também para muitos portugueses.

Um dos maiores tesouros naturais do Algarve tem nome: Ria Formosa. Ainda assim, continua longe de dominar os pacotes turísticos mais populares — e ainda bem. Ao longo das suas águas estende-se um sistema de ilhas-barreira que acompanha a costa algarvia e dá origem a algumas das praias mais bonitas, tranquilas e preservadas do país.

A ausência de grandes resorts ou hotéis em altura mantém esta zona longe da pressão turística mais intensa. Mesmo durante os meses de verão, é possível encontrar extensos areais com bastante espaço e uma sensação rara de tranquilidade.

Entre Faro e Cacela Velha, cada ilha revela uma personalidade diferente. Há zonas mais selvagens e outras com melhores apoios para quem prefere almoçar, petiscar ou tomar café junto ao mar. Percorrer as ilhas da Ria Formosa — muitas delas acessíveis através de barcos com preços bastante económicos — é uma experiência absolutamente imperdível.

A viagem pode começar pela Ilha de Faro, a única com acesso de carro. Apesar de ser uma das zonas mais procuradas da região, basta afastarmo-nos da área central para chegar à Praia da Barrinha. É possível ir de barco, através de passeios disponíveis na região, mas também a pé, por passadiços de madeira simples e fáceis de percorrer. O cenário impressiona: águas calmas e quentes, poucas pessoas, silêncio e uma sensação de praia praticamente intocada.

A mesma tranquilidade encontra-se na Ilha Deserta, também chamada Praia da Barreta. Trata-se de uma das ilhas mais isoladas da Ria Formosa e o acesso faz-se apenas de barco, a partir de Faro. Aqui dominam a areia clara, o mar limpo e um ambiente de serenidade difícil de encontrar. Apesar do nome, existe na ilha um restaurante que exige reserva, mas que compensa verdadeiramente a visita.

Mais à frente surge a Ilha da Culatra, marcada pela presença de uma comunidade piscatória que lhe dá um encanto quase cinematográfico. A praia parece não ter fim, as dunas libertam um aroma tipicamente algarvio e continua a comer-se como antigamente: peixe fresco, grelhado com simplicidade, vindo diretamente do mar ou da ria para a mesa, com qualidade e preços justos.

Quase encostada à Culatra, mas com um ambiente mais veraneante, aparece a Ilha do Farol. As casas coloridas e as buganvílias fazem lembrar as paisagens das ilhas gregas.

Continuando pela ria, chegamos à conhecida Ilha da Armona, uma das mais procuradas, sobretudo por quem parte de Olhão. O areal é longo e amplo, permitindo encontrar zonas mais sossegadas para quem estiver disposto a caminhar um pouco mais.

Mais adiante, a Ilha da Fuseta proporciona duas experiências completamente distintas. Do lado da ria, as águas são calmas e perfeitas para crianças. Já do lado do mar encontra-se uma praia mais ampla, selvagem e menos abrigada. Há, no entanto, algo em comum: a água é extremamente límpida em qualquer uma das opções e, tal como tem acontecido nos últimos anos, pode atingir os 26 graus.

Ao chegar à Ilha de Tavira, percebe-se facilmente porque é considerada uma das mais completas da região. Aqui existem várias praias com características distintas. A Praia do Barril é uma das mais emblemáticas, conhecida pelo cemitério de âncoras e pelo acesso através de um pequeno comboio turístico.

Já a Terra Estreita, como o próprio nome sugere, é mais calma e menos frequentada, ideal para quem procura sossego. Mais adiante, a Praia da Ilha de Tavira, graças à proximidade ao centro da cidade, costuma ter mais visitantes durante o verão.

Na Ilha de Cabanas encontra-se uma das travessias mais curtas de toda a ria. A praia é extensa, tranquila e muito procurada na época alta, sobretudo pela facilidade de acesso e pela simplicidade do local. Tal como acontece na maioria das praias desta zona, é vigiada e dispõe de um excelente apoio de praia.

Por fim, a viagem termina na Praia da Fábrica, em Cacela Velha, frequentemente destacada em rankings internacionais como uma das praias mais bonitas do Algarve. A curta travessia pela ria deve ser feita sempre de barco, mesmo quando a maré está baixa. Do outro lado espera um verdadeiro paraíso natural, de visita obrigatória.

Ao longo de toda a Ria Formosa, o que mais impressiona é a diversidade: praias acessíveis, travessias de barco que podem custar menos de dois euros, famílias espalhadas pelos areais e espaço de sobra para todos.

Percorra a galeria acima para ver as imagens.

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