Ainda fora dos roteiros tradicionais, esta região portuguesa começa a ganhar protagonismo. Pela beleza e tranquilidade, está a ser comparada ao Algarve e pode tornar-se a escolha dos portugueses em 2026.
A imprensa britânica tem vindo a destacar uma região portuguesa ainda “desconhecida” para os turistas do Reino Unido (e, na verdade, para muitos portugueses, que tendem a rumar apenas para o sul do país). Segundo o Daily Express e o site de viagens Lonely Planet, “com uma costa montanhosa e agreste, praias intocadas, pequenas localidades tranquilas, caminhos de peregrinação e até um peculiar vinho verde local, esta zona de Portugal tem sido largamente ignorada pelos turistas britânicos — até agora”.
Os jornalistas britânicos referem-se à Costa Verde. “O norte de Portugal não beneficia de um verão tão longo e soalheiro como o sul”, reconhecem, mas destacam que a costa é simplesmente “de cortar a respiração”.
“O relevo recortado da costa, o encontro do oceano com as montanhas e o vento cortante do norte (o chamado cortado) tornam o clima bastante imprevisível. As praias podem estar envoltas em nevoeiro até meio da manhã — o que só aumenta o seu misticismo. Por isso, é importante escolher bem a hora para estender a toalha e ter planos alternativos”, aconselham.
De acordo com o mesmo artigo, a Costa Verde pode ser perfeita para uma escapadinha de fim de semana a partir da cidade do Porto, ou servir de base para férias mais longas, de duas semanas.
Para estadias mais curtas, os jornalistas sugerem escolher apenas uma vila de praia, mencionando a Póvoa de Varzim, “conhecida pelos casinos e resorts de golfe”, Ofir, que “convida a passeios pelas dunas”, e Afife, considerada um local ideal para surfistas.
O Porto, situado no extremo sul da Costa Verde, torna a região bastante acessível a partir do Reino Unido. “Os comboios regionais ligam a estação de Campanhã, no Porto, à encantadora vila ribeirinha de Caminha, já na fronteira com Espanha, em apenas 90 minutos”, salientam os jornalistas.
Além disso, a Costa Verde é um paraíso para caminhantes. “A linha costeira cruza-se com o Caminho de Santiago, uma rota de peregrinação que liga Lisboa a Santiago de Compostela, em Espanha”, lê-se no artigo.