Para Henrique Gouveia e Melo, candidato à Presidência da República, o dia do aniversário deixou de ser sinónimo de festa.
Para Henrique Gouveia e Melo, o dia do aniversário nunca voltou a ser apenas um dia de celebração. Aos 21 anos, a data que deveria marcar uma passagem feliz ficou para sempre associada à perda mais dura da sua vida: a morte do pai, ocorrida exatamente nesse dia.
Desde então, o atual candidato à Presidência da República deixou de assinalar o aniversário como momento de festa. A dor dessa perda precoce marcou profundamente o homem que viria a construir uma carreira feita de disciplina e responsabilidade, muito antes de qualquer reconhecimento público.
O pai, advogado, era descrito como um homem descontraído, alegre, que tocava piano e cantava fado — uma presença afetiva e luminosa na vida de Gouveia e Melo. A sua morte, no dia em que o filho completava 21 anos, tornou-se um corte simbólico com a leveza da juventude e um momento de viragem pessoal.
Anos mais tarde, o mesmo dia voltaria a ganhar um peso ainda maior. Durante uma missão na Marinha, Henrique Gouveia e Melo recebeu a notícia da morte de um comandante, também ocorrida na data do seu aniversário. Mais uma vez, o dia ficou associado à perda, ao dever e ao luto.
Pai dedicado de dois filhos, descreve-se como alguém desapegado dos bens materiais e atento aos que o rodeiam. Durante a pandemia, quando foi chamado, em 2021, para liderar a task force da vacinação. Hoje é candidato à Presidência da República.