Ter amigos pode ser tão importante para a saúde como praticar exercício físico ou manter uma boa alimentação. Segundo especialistas, existem cinco tipos de amizades que todos precisamos de cultivar para aumentar a felicidade, reduzir a solidão e viver mais tempo.
A ciência mostra que as amizades aumentam a felicidade, ajudam a sentir apoio e reduzem a solidão. Mas quantos amigos são suficientes? Segundo a psicóloga clínica Lauren Napolitano, de Filadélfia, o ideal são “três a cinco amigos próximos”. Mais do que isso torna-se difícil de equilibrar: “Não temos geralmente tempo ou energia emocional para sustentar mais de cinco amizades próximas em simultâneo”, explicou ao TODAY.com.
Já menos de três amigos íntimos pode aumentar a sensação de isolamento. “Menos de três não é o ideal, porque diminui as nossas hipóteses de ver as nossas necessidades atendidas se um desses amigos não estiver disponível”, acrescenta Napolitano.
Além dos amigos próximos, também as relações mais casuais são importantes, sobretudo porque as nossas necessidades sociais mudam ao longo da vida. Segundo o TODAY.com, há cinco tipos de amizades que contribuem para uma vida mais equilibrada:
1. Amigos de toda a vida
Conhecem-nos desde a infância e partilham memórias familiares. “Apesar de não falarmos com eles regularmente, há uma profundidade de compreensão que nos faz sentir seguros”, diz Napolitano.
2. Amigos próximos
Essenciais para a saúde mental, são aqueles com quem podemos ser autênticos e recorrer em momentos difíceis. “Estas relações desafiam-nos e apoiam-nos em simultâneo, ajudando-nos a crescer”, refere a psicóloga Anjali Ferguson, da Virgínia.
3. Amigos de conveniência
Podem surgir da proximidade — vizinhos ou colegas de um hobby — e mesmo que não durem a vida toda, dão suporte em períodos de mudança.
4. Amigos do trabalho
São fundamentais para validar frustrações e apoiar no dia a dia profissional. “Não percebemos o apoio emocional que recebíamos dos amigos do trabalho até passarmos para o teletrabalho”, recorda Napolitano.
5. Amigos da mesma fase de vida
Acompanham-nos em etapas semelhantes, como gravidez, exames ou divórcios. “Aprendemos com os erros e sucessos deles e sentimos que estão genuinamente investidos em ajudar-nos a ultrapassar esta fase”, sublinha Napolitano.
Pode um único amigo preencher todos estes papéis?
Os especialistas avisam que não. “Não é realista esperar que uma só pessoa responda a todas as nossas necessidades sociais”, afirma Ferguson. Se essa relação acabar ou se tornar distante, o impacto pode ser muito negativo.
E os amigos das redes sociais contam?
As redes podem unir pessoas com interesses comuns ou grupos marginalizados. Mas, segundo Ferguson, a ligação digital não substitui a física: “É importante mantermos conexões reais e presenciais”.
As amizades também mudam
Um amigo pode ocupar mais do que um papel e até passar de uma categoria para outra ao longo do tempo. Para Napolitano, nunca é tarde para criar novos laços: “É mais difícil do que no tempo da escola ou da universidade, mas vale sempre a pena tentar, porque nunca sabemos quando vamos encontrar um novo amigo”.
Veja ainda na galeria em cima os signos mais compatíveis para serem amigos.