Ângela Ferreira voltou a emocionar o país ao cumprir o sonho que partilhava com o marido, Hugo Ferreira, que morreu vítima de cancro: ser mãe do filho de ambos. Hoje, no “Dois às 10”, conhecemos Hugo Guilherme, o bebé que nasceu de uma inseminação pós-morte, um caso inédito em Portugal.
“Os olhos são da mãe, o feitio é do pai.” É assim que Ângela descreve o pequeno Guilherme, o primeiro bebé em Portugal a nascer através deste processo. Uma história que começou em 2017, quando conheceu Hugo, numa altura em que ele já enfrentava a doença.
Nas redes sociais, os portugueses ficaram rendidos ao pequeno Hugo e até Manuel Luís Goucha comentou a publicação da TVI: "O triunfo do amor", disse o apresentador.
O amor entre os dois foi mais forte do que tudo. Casaram-se menos de um ano depois, numa cerimónia emocionante realizada no hospital — apenas 24 horas antes da morte de Hugo. Ângela vestiu-se de branco, rodeada por familiares e amigos, para celebrar um amor que não terminou ali.
Antes da morte, o casal já tinha iniciado o processo de fertilização. No entanto, após a perda, Ângela ouviu que não poderia continuar. Foi esse “não” que a fez lutar ainda mais. Tornou-se o rosto da mudança e acompanhou de perto a aprovação da lei que passou a permitir a inseminação pós-morte em Portugal.
Depois de anos de batalha, chegou o momento mais esperado: o teste positivo. A gravidez foi acompanhada com emoção, partilhada em momentos como ecografias e até um baby shower vivido no “Dois às 10”.
Em agosto de 2023, nasceu Hugo Guilherme. Um parto vivido com sentimentos mistos — entre a saudade, a tristeza e a alegria de concretizar um sonho de quatro anos. “Quando olho para o meu filho, sinto respeito e admiração… porque foi o pai que também o fez”, confessou Ângela.
Hoje, dois anos depois, a vida de Ângela é guiada por este “bebé milagre”, que mantém viva a história de amor que conquistou Portugal.