Dois meses depois de tragédia que chocou Portugal, Arménio conta as últimas palavras que trocou com a mulher

  • Dois às 10
Arménio
Arménio

Arménio perdeu a mulher há dois meses, depois de esta sofrer dois aneurismas. Desde então, há uma mensagem que não consegue esquecer: foi a última vez que os dois falaram.

Arménio esteve esta manhã no "Dois às 10" para contar a história de amor com Sónia e falar sobre a dor de perder, de forma repentina, a mulher da sua vida, apenas um ano depois de se casarem.

O casal estava junto há seis anos e, para Arménio, o amor surgiu logo no primeiro encontro. “Foi amor à primeira vista. Percebi logo que era a mulher da minha vida”, recorda.

Em 2024, Arménio pediu Sónia em casamento em Roma. O sonho concretizou-se a 25 de maio de 2025, precisamente no dia de aniversário dela. Para o casal, foi um momento de enorme felicidade. “Foi o dia mais feliz das nossas vidas”, conta Arménio, emocionado.

Mas pouco mais de um ano depois, tudo mudou.

No passado dia 18 de junho, Sónia e Arménio tinham ido trabalhar e planeavam almoçar juntos. Quando Arménio se dirigia para casa dela, recebeu um telefonema do cunhado a dar-lhe conta de que Sónia tinha desmaiado.

Quando chegou ao local, Sónia estava a ser assistida pelo INEM. Foi transportada para o hospital, onde Arménio percebeu, pela preocupação dos médicos, que a situação era grave. Sónia tinha sofrido dois aneurismas e o seu estado agravou-se de forma irreversível.

Arménio permaneceu ao lado da mulher durante todo o processo mas Sónia acabou por morrer no dia seguinte.

A perda aconteceu quando o casal atravessava, segundo Arménio, uma das melhores fases das suas vidas. Por isso, a morte foi um choque difícil de aceitar. “Queria gritar, chorar... Sinto que ainda não deitei tudo cá para fora”, desabafa.

Sónia não tinha filhos, mas criou uma relação muito próxima com os dois filhos de Arménio, tratando-os como se fossem seus. Profissionalmente, era maquilhadora e tinha muito trabalho.

Ao recordar a mulher, Arménio descreve-a como uma pessoa intensa, amiga e cuidadora. “Ela era um furacão, amiga, cuidadora… Toda ela era amor”, afirma.

Dois meses depois da morte de Sónia, a saudade continua presente nos pequenos detalhes. “Tenho muitas saudades dela, da voz dela, do riso dela e do toque dela”, confessa.

Entre a felicidade das recordações e a dor da ausência, Arménio tenta agora aprender a viver sem aquela que considera ter sido o amor da sua vida.

A morte de Sónia acabou por ganhar também destaque público precisamente por ser uma maquilhadora conhecida e com trabalho reconhecido na área da beleza, fazendo com que a notícia da sua morte tivesse eco junto de muitas pessoas que a conheciam profissionalmente e acompanhavam o seu trabalho.

Sentiu a emoção desta história? Imagine vivê-la sem interrupções.
TORNE-SE PREMIUM

A Não Perder

MAIS

Mais Vistos

Signos

Receitas

Fora do Estúdio

Conversas

Fotos