Avó do jovem que matou a mãe quebra o silêncio: "Eu não tenho ódio dele"

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Avó do jovem que matou a mãe quebra o silêncio: "Eu não tenho ódio dele"
Avó do jovem que matou a mãe quebra o silêncio: "Eu não tenho ódio dele"

Há novos desenvolvimentos no caso que está a chocar o país.

O caso do jovem de 15 anos que matou a mão teve novos desenvolvimentos com a chegada a Portugal da mãe de Gabriela, a mulher de 33 anos morta em Algés.

Numa entrevista exclusiva à TVI, a avó do adolescente falou pela primeira vez sobre a tragédia e deixou claro qual é a sua principal preocupação neste momento: a neta de quatro anos.

Segundo as declarações prestadas à TVI, a mãe de Gabriela afirmou que o seu maior desejo é poder ficar com a neta de quatro anos, afirmou.

"Eu não tenho ódio dele"

Durante a entrevista, a avó revelou ainda que não guarda ressentimento em relação ao neto, apesar do desfecho dramático do caso. Acrescenatou que não sabe se consegue perdoar: "não sou deus, a desculpa talvez eu possa dar."

As declarações surgem numa altura em que continuam a ser conhecidos novos elementos da investigação, incluindo informações sobre o ambiente de violência que marcava o quotidiano daquela família.

De acordo com a TVI, a avó admitiu que tinha conhecimento de episódios de agressões dentro do agregado familiar, mas garantiu que nunca imaginou que a situação pudesse terminar de forma tão trágica.

Regresso ao Brasil estava nos planos

Outro dos aspetos revelados na entrevista tem a ver com os planos que Gabriela tinha para o futuro.

Segundo a mãe da vítima, a filha pretendia regressar ao Brasil ainda este ano, intenção que terá partilhado com familiares antes dos acontecimentos que culminaram na sua morte.

A revelação acrescenta um novo elemento ao retrato da vida da mulher, cuja história continua a suscitar forte atenção pública.
 

Investigação continua

As declarações da avó surgem poucos dias depois de a TVI ter revelado a existência de vídeos gravados dentro da habitação, imagens que mostram episódios de violência entre vários elementos da família.

O processo continua sob investigação e várias circunstâncias permanecem por esclarecer pelas autoridades.

Enquanto decorrem as diligências judiciais, a situação da criança de quatro anos continua a ser uma das principais preocupações da família, que procura agora encontrar uma solução para o seu futuro.

 

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