Nem todo peixe é seguro durante a gravidez — conheça os 6 que deve riscar da lista para proteger a saúde do seu bebé.
Durante a gravidez, a alimentação assume um papel fundamental na saúde da mãe e do bebé. Mas, por entre tantos conselhos, há um tema que continua a levantar muitas dúvidas: que peixes se podem, ou não, comer durante a gavidez? A nutricionista Maria Ana Kadosh, em conversa no programa «Dois às 10», esclareceu quais são os peixes a evitar, e porquê.
«Na gravidez, deve ser feita a escolha do atum em lata, em vez do fresco», começou por explicar. Isto porque peixes predadores, como o atum fresco, acumulam maiores quantidades de metilmercúrio, um contaminante ambiental que representa riscos graves. «O metilmercúrio é um neurotóxico, ou seja, pode alterar o desenvolvimento cognitivo do bebé», sublinhou a especialista.
Além do atum fresco, há outros cinco peixes que também devem ser evitados por mulheres grávidas: espadarte, peixe-espada preto, cação, tubarão e peixe-agulha. Todos eles, por serem peixes de grande porte e estarem no topo da cadeia alimentar, apresentam portanto maior concentração de mercúrio nos seus tecidos.
Este metal pesado é particularmente perigoso durante a gravidez e amamentação. Por isso, Maria Ana Kadosh recomenda que se consuma peixe quatro vezes por semana, mas que se opte sempre por espécies com baixo teor de metilmercúrio, como a sardinha, o carapau, a cavala e a pescada. «A sardinha, por exemplo, é um ótimo alimento porque tem muito ómega 3, essencial para o desenvolvimento cognitivo do bebé», referiu.
A especialista destacou ainda que muitas mulheres continuam a fazer escolhas alimentares com base em mitos. Um dos mais comuns? O famoso «comer por dois». «Isso é um dos maiores mitos. Costumo dizer: pense por dois, mas não coma por dois», explicou. O excesso de peso durante a gravidez pode levar a complicações como diabetes gestacional, hipertensão, bebés grandes e partos difíceis.
Outro alerta importante prende-se com o consumo de açúcar: «Se uma mulher grávida come muito açúcar, isso vai determinar que o filho depois goste mais de sabores doces», afirmou. Para além disso, o metabolismo da grávida altera-se, aumentando o risco de diabetes.
As escolhas alimentares da mãe, lembrou Maria Ana Kadosh, influenciam não só os gostos do bebé, como também a sua saúde futura. «Aquilo que a mãe come não só determina as preferências alimentares dos filhos, como também muitas das doenças que aquele bebé poderá vir a ter na idade adulta», frisou.
Por isso, o ideal é que a alimentação saudável comece antes mesmo de engravidar. «É um período que muitas vezes ninguém fala, mas os estudos mostram que é dos mais importantes para a saúde futura das crianças, e dos próprios adultos», concluiu.