Não compre azeite antes de ver este detalhe escondido no rótulo. Pode não ser verdadeiro

  • Joana Lopes
  • 10 mar, 17:00
Cebola e azeite são os produtos mais caros na lista de bens essenciais
Cebola e azeite são os produtos mais caros na lista de bens essenciais

Quase ninguém repara, mas o rótulo do teu azeite pode esconder um detalhe crucial que diz se ele é mesmo genuíno. Muitos compram azeite pensando estar a escolher qualidade, mas um pequeno pormenor pode denunciar se estás a pagar por algo que não é o que parece.

Nos últimos dias, um caso em Portugal voltou a chamar atenção: um esquema online que vendia óleo alimentar comum como se fosse azeite virgem. Sim, leste bem. Garrafas com rótulos apelativos, fotografias atrativas e preços tentadores, mas o conteúdo nem sempre correspondia ao que prometia.

As autoridades alertam que este tipo de fraude é mais simples do que se imagina. Basta um rótulo pouco transparente, um nome que soe artesanal e um preço “demasiado bom para ser verdade”.

O resultado? Muitos consumidores acabam por levar para casa algo que parece azeite, mas que pode não ser.

No meio desta situação, surge uma pergunta que se repete: como identificar um azeite de qualidade?

Curiosamente, a resposta pode estar num pormenor muito pequeno no rótulo.

Quando pegamos numa garrafa de azeite no supermercado, a primeira coisa que muitas pessoas verificam é a data de validade. Faz sentido, mas aqui reside o problema: essa data nem sempre conta toda a história.

Na maior parte dos casos, a validade é calculada a partir do momento em que o azeite foi engarrafado, e não da altura em que as azeitonas foram colhidas.

Ou seja, teoricamente, um azeite pode ter sido produzido com azeitonas colhidas há bastante tempo e ainda assim apresentar uma validade aparentemente longa.

É aqui que entra um detalhe que faz toda a diferença.

Algumas garrafas incluem uma informação que passa despercebida a muitos consumidores: “Colheita 2024/2025”.

Esta indicação refere-se ao ano agrícola em que as azeitonas foram colhidas e transformadas em azeite, oferecendo pistas importantes sobre o conteúdo da garrafa.

Regra geral, quanto mais recente for a colheita, melhor tende a ser o azeite. O ideal é consumir o azeite até 12 a 18 meses após a colheita. Tal como acontece com sumo de laranja acabado de espremer ou pão fresco, a frescura influencia o sabor e as propriedades do produto.

Os produtores que valorizam azeites de alta qualidade destacam a data de colheita porque sabem que isso transmite transparência e confiança.

Quando esta informação aparece no rótulo, normalmente significa que o produtor quer mostrar que o azeite é recente e feito com azeitonas dessa campanha agrícola específica.

Por outro lado, quando esta referência não surge, pode indicar que o azeite foi misturado, armazenado por mais tempo ou que a origem da colheita não é clara.

Não se trata de uma regra absoluta, mas é uma pista valiosa para o consumidor. Pequenos detalhes podem fazer grande diferença no sabor e na autenticidade do que estás a comprar.

Sentiu a emoção desta história? Imagine vivê-la sem interrupções.
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