Avô coloca neto recém-nascido no lixo: será considerado crime de homicídio?

No «Dois às 10» discutimos o caso do bebé encontrado no lixo, em Sintra. A advogada Sofia Matos e o inspetor Vítor Marques discutem o caso, depois de ouvirem o testemunho de um dos bombeiros que assistiu a mãe, de 22 anos.

A mulher que deu à luz esta criança tem 22 anos e encontrava-se no seu local de trabalho, quando se sentiu mal. A mãe foi buscá-la e levá-la para casa e a jovem, grávida de sete meses, acaba por dar à luz no domicílio, na presença dos pais e irmão. Devido à grande hemorragia, a família decide chamar a equipa de socorro, dizendo que se pode tratar de COVID-19 e que a doente estaria a vomitar sangue.

A advogada Sofia Matos afirma que o depoimento de um dos bombeiros que assistiu a jovem será muito importante para a qualificação dos factos. O bombeiro relata que tudo indiciava um aborto espontâneo, ninguém da família referiu que tinha ocorrido o parto de um bebé com sete meses de gestação.

Sofia Matos, advogada do «Dois às 10» acrescenta ainda: «Pode haver cumplicidade da mãe neste resultado final, já que esta nada disse. Um bebé de sete meses é um ser vivo, por isso é que estamos a falar de crime de homicídio e não de aborto».

Após a entrada da jovem no hospital, a equipa de ginecologia percebe que se trata de uma gravidez consumada e alerta as equipas de emergência para que se localize o bebé. Ao chegar ao local, encontram uma criança com poucas horas de vida, em paragem cardiorrespiratória.

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