Vinte e cinco anos depois da estreia do primeiro Big Brother em Portugal, Marta Cardoso revisitou uma das figuras mais marcantes dessa edição: Zé Maria, vencedor do reality show em 2000.
Em conversa com Flávio Furtado, no videocast The Leite Show, a apresentadora refletiu sobre a evolução dos reality shows e explicou por que acredita que o antigo concorrente teria hoje muito mais dificuldades em destacar-se. «O Zé Maria era, de facto, uma pessoa muito diferente. Tinha uma forma muito particular de estar que tu não aprendes em dois dias a lidar. Demorou tempo até eu conseguir percebê-lo e perceber como é que me encaixava com ele, porque tínhamos de ser nós a encaixar nele. Ele não estava disponível para se encaixar em ninguém».
Marta Cardoso aproveitou ainda para desmistificar a ideia de que Zé Maria era colocado de parte pelos restantes colegas da casa. «Ele estava isolado porque ele se isolava, não porque nós o isolávamos. Essa ideia passou ao contrário cá para fora».
A comunicadora não tem dúvidas de que o perfil de Zé Maria dificilmente teria hoje o mesmo impacto nos formatos atuais. «Hoje seria uma planta. Uma planta carismática, engraçada, mas seria uma planta. Eu seria uma planta hoje.»
Para Marta Cardoso, a forma como os concorrentes entram atualmente nos reality shows mudou muito ao longo dos anos. Segundo explicou, existe hoje uma maior consciência daquilo que o público e as produções procuram. «Se quiseres ir para uma entrevista de emprego, onde sabes que, para teres aquele cargo, tens de fazer isto, isto e isto, vais tentar ser o mais parecido com aquilo que as pessoas procuram. É isso que fazem os concorrentes de reality.»
As declarações da apresentadora estão a gerar grande curiosidade entre os fãs do Big Brother, que continuam a recordar com carinho a primeira edição do formato e a figura de Zé Maria, um dos concorrentes mais emblemáticos da história da televisão portuguesa.