Quando as temperaturas sobem, há um hábito que quase toda a gente adota para tentar aliviar o calor. No entanto, o efeito pode ser precisamente o contrário do que imagina.
No verão, um duche de água gelada depois de um dia de calor intenso pode parecer a melhor forma de arrefecer o corpo. No entanto, esta solução rápida poderá não ser tão eficaz quanto muitos pensam.
De acordo com o site El Confidencial, o médico José Manuel Felices explica que a água demasiado fria pode desencadear uma reação inesperada no organismo, fazendo com que, pouco tempo depois do alívio inicial, surja novamente uma sensação de desconforto térmico.
“Se tomar um duche de água muito fria quando está muito calor, no início sentirá alívio, mas pouco depois terá mais calor”, refere o especialista, que partilha conteúdos relacionados com saúde nas redes sociais.
Segundo o médico, este fenómeno deve-se ao chamado efeito de ressalto, uma resposta natural do organismo às mudanças bruscas de temperatura. Quando a água está demasiado fria, o corpo interpreta essa diferença como uma agressão térmica e, para preservar o calor interno, reduz a circulação sanguínea à superfície da pele.
Embora a sensação de frescura seja imediata, este mecanismo pode dificultar a libertação natural do calor corporal. Como consequência, muitas pessoas acabam por voltar a transpirar pouco tempo depois do duche, percebendo que o alívio foi apenas passageiro.
Perante esta situação, José Manuel Felices aconselha uma alternativa mais equilibrada: optar por um duche morno ou ligeiramente fresco, uma vez que permite ao organismo libertar calor de forma gradual, sem desencadear uma reação defensiva.