Joana Nunes vive uma das fases mais difíceis da sua vida. Aos 33 anos, foi diagnosticada com cancro da mama triplo positivo, uma notícia que chegou há apenas dois meses e que mudou completamente o rumo da sua vida. Mas, para além da doença, há um medo que a acompanha diariamente: o de que as duas filhas tenham de crescer sem mãe, tal como lhe aconteceu.
A história foi partilhada no programa Dois às 10, da TVI, onde Joana recordou que perdeu a mãe quando tinha apenas três anos, vítima de um acidente. Uma ausência que a marcou para sempre e que agora regressa em forma de receio. "Eu disse às médicas que não podia morrer porque tinha duas filhas para criar", confessou.
Antes do diagnóstico, Joana já tinha protagonizado uma enorme mudança. Depois de se submeter a uma cirurgia bariátrica, perdeu cerca de 60 quilos e adotou um estilo de vida mais saudável, chegando mesmo a preparar-se para correr uma maratona.
Foi a filha mais nova que deu o primeiro sinal
Os primeiros sinais da doença surgiram de forma inesperada. Enquanto amamentava a filha mais nova, Matilde, de dois anos, percebeu que a bebé rejeitava a mama direita. Pouco depois começaram a surgir nódulos.
No dia 20 de maio recebeu o diagnóstico de cancro da mama triplo positivo, tendo descoberto ainda metástases nas axilas e a possibilidade de existir um tumor oculto na outra mama. Depois dos tratamentos de quimioterapia, será submetida a uma cirurgia às duas mamas.
"Não queria que as minhas filhas passassem pelo que passei"
Joana é mãe de Bianca, de cinco anos, e de Matilde, de dois. Desde que recebeu o diagnóstico, o maior receio tem sido o futuro das filhas. "Não queria que as minhas filhas passassem pelo que passei e vivessem sem mãe", desabafou.
A jovem mãe revelou ainda que os tratamentos a obrigarão a entrar numa menopausa induzida, o que significa que não poderá voltar a ser mãe. "Este capítulo foi fechado, mas não tive a liberdade de o fechar. Isso custa."
Durante esta fase, Joana admite que já não consegue cuidar das filhas como gostaria, devido aos efeitos dos tratamentos. O companheiro, Mauro, tornou-se o seu maior apoio. "O Mauro é o meu braço direito e esquerdo."
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Apesar da dureza do momento, Joana continua determinada a lutar pela recuperação, movida sobretudo pelo amor às filhas e pela vontade de lhes proporcionar aquilo que ela própria perdeu demasiado cedo: a presença da mãe.