Aos 28 anos, Sofia Rebanda, antiga jornalista da TVI e atualmente influenciadora de viagens, vive com um medo silencioso que a acompanha desde a adolescência. Num testemunho emocional no “Dois às 10”, Sofia contou como o cancro se tornou uma sombra constante na sua vida, depois de ter atingido três gerações da sua família.
A história de Sofia é marcada por uma sucessão de golpes difíceis de esquecer. Tudo começou quando tinha apenas 13 anos: a avó paterna foi diagnosticada com cancro e morreu pouco tempo depois. “Era pequena e senti que era a última vez que a ia ver”, recorda.
Cinco anos depois, o pesadelo voltou. Quase em simultâneo, o pai foi diagnosticado com um linfoma e a mãe descobriu um tumor no cérebro — um diagnóstico que, durante algum tempo, tentou esconder da filha para não a preocupar. “Chegou o dia em que ela me contou… fiquei em choque. Caiu-me o mundo em cima”, confessou.
Sofia viveu a adolescência “com o peso do mundo nos ombros”. Entre consultas, tratamentos e medo constante, passou noites a chorar fechada no quarto, com receio de perder os pais. As notas começaram a cair, a casa exigia cuidados, e muitas responsabilidades passaram pelo colo de uma jovem que sentia não ter espaço para viver a própria idade. “Acompanhava o meu pai nas consultas, limpava, cozinhava e ajudava a minha mãe a tomar banho. A minha vida estava de pernas para o ar.”
Apesar de o pai ter recuperado e a mãe ter retirado o tumor — embora continue com lapsos de memória — o descanso nunca chegou verdadeiramente. Há dois anos, Sofia voltou a enfrentar a doença de perto: desta vez, perdeu o avô para um cancro do estômago.
A repetição da doença ao longo de três gerações deixou marcas profundas e um receio difícil de silenciar. “Um dia vou ter cancro”, desabafou no programa, admitindo o medo que a acompanha.
Por isso, vive em vigilância constante, realizando exames regulares e mantendo atenção redobrada à sua saúde.
Apesar de tudo, Sofia recusa deixar que o medo a defina. Continua a trabalhar, a comunicar, a inspirar e a construir a vida que deseja, mesmo com a sombra do passado sempre por perto.
A sua história, partilhada no “Dois às 10”, é um testemunho de força, resiliência e vulnerabilidade — e de uma jovem que, apesar de tudo, escolhe continuar em frente.