Toy esteve esta quinta-feira, 18 de junho, no programa Dois às 10, da TVI, onde conversou com Cristina Ferreira a propósito do lançamento do seu livro autobiográfico
Durante a entrevista, o cantor falou sobre alguns dos momentos mais marcantes da sua vida pessoal, incluindo o fim da relação de 26 anos com a mãe dos seus filhos. Confrontado com a dificuldade de abandonar uma estrutura familiar tão longa, Toy admitiu que a decisão não foi fácil, mas garantiu que o amor acabou por prevalecer.
“Foi difícil, mas o amor é que manda. E nós nunca devemos deixar de fazer as coisas por amor só por questões materiais”, afirmou.
Apesar da separação, o artista assegurou que a ligação aos filhos nunca sofreu qualquer abalo e mostrou-se orgulhoso da relação que mantém com eles. Já no que diz respeito à antiga companheira, o cenário é bem diferente. Toy revelou que não existe qualquer contacto e deixou claro que não prevê uma reaproximação.
Sem entrar em detalhes sobre os acontecimentos que levaram a esse afastamento definitivo, explicou apenas que ocorreram situações demasiado graves para serem ultrapassadas. “O caso é que passaram-se algumas coisas muito graves, muito nossas, que foram demasiado graves para eu conseguir aceitar que isto tivesse acontecido”, confessou.
Perante a pergunta de Cristina Ferreira sobre a possibilidade de, no futuro, existir uma relação cordial em nome dos filhos, o cantor foi perentório e admitiu que, quando perde a confiança em alguém, dificilmente volta atrás. “Há pessoas debaixo da terra que para mim estão vivas, há outras que andam de um lado para o outro e para mim já morreram”, atirou.
Toy recorreu ainda a uma metáfora para explicar a forma como encara o perdão quando sente que determinados limites foram ultrapassados. “Quando aquele interruptor aciona e desliga, não vale a pena voltar a ligar, que ele fundiu”, concluiu.