No dia em que completou 22 anos, Cátia perdeu o filho: «O que custou mais foi vir com ele morto dentro de mim»

  • Joana Lopes
  • 21 nov, 13:30
Carla
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Cátia completou 22 anos no mesmo dia em que perdeu o seu primeiro filho.

Cátia Brito celebra hoje 23 anos, mas esta data, que normalmente simboliza festa, traz-lhe uma dor profunda: faz exatamente um ano que perdeu o seu primeiro filho. No dia em que completou 22 anos, viveu o momento mais difícil da sua vida — o aborto induzido do bebé que tanto desejava.

A primeira gravidez parecia estar a decorrer normalmente até que, aos seis meses, as ecografias levantaram suspeitas. A médica alertou para a possibilidade de o bebé ter nanismo. Após uma amniocentese, Cátia recebeu um diagnóstico devastador: o bebé tinha múltiplas doenças graves e só iria sobreviver por milagre. Os médicos aconselharam-na a interromper a gravidez, decisão que se tornou inevitável.

No dia do seu 22.º aniversário, Cátia recebeu a injeção que pararia o coração do filho. O procedimento exigia que realizasse o parto normalmente, mesmo sabendo que o bebé já não estava vivo. «O que custou mais foi vir para casa com ele morto dentro de mim», recorda. Apesar da dor esmagadora, fez questão de segurar o filho nos braços e vê-lo como se estivesse vivo. A mãe, Elisa, esteve ao lado da filha e também pôde ver e tocar no neto. «O Lorenzo existiu e será sempre meu neto», afirma.

Desde então, a família vive com a ausência do bebé. Todas as semanas, Cátia visita o cemitério e confessa que perdeu a vontade de celebrar os seus aniversários. A relação entre mãe e filha tornou-se ainda mais forte. Elisa garante: «Tenho a certeza que ela vai ser uma grande mãe». A família apoiou a decisão de Cátia de interromper a gravidez e a jovem mãe descreve o período pós-parto como um luto profundo. «É uma dor para a vida toda», diz.

Apesar da tragédia, Cátia reencontrou esperança. Está novamente grávida e já chegou aos sete meses. «Está a correr lindamente e é uma alegria no meio de tanta tristeza», afirma. Mesmo assim, ressalva que um segundo filho nunca substituirá o primeiro: «Quando me perguntam quantos filhos tenho, eu respondo dois». A nova gestação tem sido vivida com apreensão, mas também com amor e expectativa. O sonho de ser mãe continua vivo, com a certeza de que o amor por Lorenzo permanecerá para sempre.

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