Há 41 anos, Carlos Lopes fez história ao conquistar a primeira medalha de ouro olímpica para Portugal. No programa Dois às 10, o atleta recordou o momento que marcou o país e a sua vida: “O dia em que fui campeão olímpico foi o mais feliz da minha vida.”
Carlos Lopes, o homem que mudou para sempre o desporto português, foi homenageado no Dois às 10, num momento de celebração da sua vida e carreira. Aos 78 anos, o ex-atleta recordou o percurso que o levou a conquistar a primeira medalha de ouro olímpica para Portugal, nos Jogos de Los Angeles, em 1984.
Durante a emissão, foi exibida uma reportagem especial gravada no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, espaço que reúne as medalhas, recordações e feitos de uma carreira única. Foi ali que o campeão revisitou as memórias do dia em que parou o país.
A 12 de agosto de 1984, Portugal viveu um dos momentos mais emocionantes da sua história desportiva. Carlos Lopes venceu a maratona olímpica, tornando-se um símbolo nacional e um exemplo de determinação.
“O dia em que fui campeão olímpico foi o mais feliz da minha vida”, afirmou, com emoção.
O atleta recordou ainda os primeiros passos no atletismo, a infância em Viseu e a forma como o desporto surgiu quase por acaso. Aos 17 anos, mudou-se para Lisboa para seguir carreira no Sporting Clube de Portugal, onde conheceu a mulher, Teresa, com quem está casado há mais de 50 anos.
Antes do ouro em 1984, Carlos já tinha feito história ao conquistar a prata nos 10 mil metros nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976 — a primeira medalha olímpica do atletismo português.
Com três filhos e cinco netos, Carlos Lopes continua a ser uma referência de força e humildade. Diagnosticado há três anos com cancro na boca, o ex-atleta enfrentou mais uma batalha com a mesma coragem com que sempre correu.
Hoje, o país continua a lembrar-se dele com orgulho — o homem que, há 41 anos, fez soar o hino português pela primeira vez num pódio olímpico e escreveu uma das páginas mais bonitas da história do desporto nacional.