Maria Inês tinha o casamento marcado, a quinta escolhida e uma casa a ser construída. Mas, em poucos meses, viu o seu mundo desmoronar. O noivado chegou ao fim, perdeu tudo o que planeava para a vida a dois, despediu-se do trabalho e regressou à casa dos pais.
No «Consultório do Amor», a protagonista foi Maria Inês, uma jovem mulher que viveu uma sucessão de acontecimentos que mudaram completamente a sua vida. “Um azar nunca vem só” é a frase que hoje usa para descrever o que aconteceu depois de pôr fim ao noivado, em dezembro de 2024. “Sentia-me enganada pelo meu ex-noivo”, confessou, emocionada, durante a conversa com os doutores do programa.
Maria Inês e o companheiro estavam juntos há 3 anos e viviam juntos há 2. Tinham já o casamento marcado e a quinta escolhida. Além disso, construíam uma casa no terreno do avô do ex-noivo, onde sonhavam começar uma nova vida em casal. “Perdi tudo o que comprei para a casa. Foi um sonho desfeito”, lamentou.
A relação terminou de forma repentina por decisão de Maria Inês: "Sentia-me sozinha. A minha avó também faleceu e eu já não conseguia aguentar. Ele podia ter sido mais companheiro nessa altura". Para agravar a dor, o ex-noivo acabou por reatar com uma antiga namorada pouco tempo depois. “Senti-me enganada. Acho que foi mais por não saber lidar com a solidão”, contou.
Mas o coração partido não foi o único desafio. Em novembro de 2024, Maria Inês despediu-se do trabalho e, sem alternativas, voltou para casa dos pais. “Senti que estava a dar um passo atrás. E quando cheguei, o meu quarto já tinha sido ocupado pelo meu pai”, revelou, entre risos e emoção.
Com uma força que impressiona, Maria Inês encontrou, no meio do caos, uma forma de recomeçar: criou uma comunidade feminina de apoio, que já conta com 35 mulheres que, como ela, procuram reconstruir-se depois de um fim.
Além disso, a jovem confessou que tentou recuperar a autoconfiança através das aplicações de encontros, embora sem grande sucesso.
Nos últimos meses, Maria Inês enfrentou ainda mais provas pessoais, com o AVC e a morte inesperada da avó, com quem partilhava uma forte ligação. “Estive com ela quase até ao último suspiro. Foi muito duro.”
Hoje, Maria Inês tenta olhar para o futuro com esperança, consciente de que “a vida pode desabar de um dia para o outro, mas também pode recomeçar com o primeiro passo.”