«Entrevistei-a na TVI. Hoje dizem as notícias que morreu»: Goucha faz homenagem a famosa atriz

  • Dois às 10
  • 24 set, 15:20
Manuel Luís Goucha - Apresentação de "Uma Canção Para Ti"
Manuel Luís Goucha - Apresentação de "Uma Canção Para Ti"

Foto: TVI

Claudia Cardinale, estrela maior do cinema italiano e internacional, morreu esta terça-feira, 24 de setembro, em Paris, aos 87 anos. Manuel Luís Goucha recordou a atriz com uma homenagem.

Claudia Cardinale, uma das mais icónicas atrizes italianas, morreu esta quarta-feira, 24 de setembro, em Paris, França, aos 87 anos. A artista foi recordada por Manuel Luís Goucha, que lhe dedicou uma mensagem sentida nas redes sociais.

A atriz ficará para sempre associada a papéis memoráveis em filmes como “A Pantera Cor de Rosa” (1963) e “Aconteceu no Oeste” (1968). A notícia da sua morte levou várias figuras públicas e fãs a recordarem a sua carreira e legado — entre elas, Manuel Luís Goucha.

No Instagram, o apresentador da TVI evocou não só a beleza e o talento da atriz, mas também a forma como o cinema marcou a sua vida:

“Claudia Cardinale. Morreu a bela de Tunes. Assim foi eleita em 1957. Um ano depois já era em Roma, essa ‘cascata de telhados rosa e ocre’”, começou por escrever.

Numa publicação carregada de memórias e referências, Goucha recordou a chegada da atriz à capital italiana e o impacto que a cidade teve na sua vida: “Habituada que estava a viver em África no silêncio e na contemplação, muito estranhou o jeito inflamado dos italianos. (...) À noite, quando a modorra se apodera da cidade, ficava dali a observá-la horas a fio. Roma deslumbra e atordoa!”

O apresentador lembrou ainda o início da carreira de Claudia Cardinale, marcada pela recusa inicial em entrar no cinema, até que acabou por se tornar uma das maiores estrelas internacionais: “Durante muito tempo recusou-se a fazê-lo, depois virou como que uma doença, pegou-se-lhe à pele, invadiu-lhe a alma. Com Fellini aprendeu a sonhar mas também é graças a Visconti, a Monicelli, a Comencini… que faz parte da história do cinema.”

Por fim, Goucha partilhou uma recordação pessoal que guarda com carinho: “Entrevistei-a na TVI há 32 anos. Hoje dizem as notícias que morreu! Como assim, se continuo a vê-la, sempre que queira, nas pantalhas?”

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