Ventos fortes, casas danificadas, vidas viradas do avesso. A tempestade Kristin deixou um rasto de destruição e há várias regiões a precisar de ajuda urgente. Veja como pode ajudar as vítimas desta tragédia
Como ajudar a Marinha Grande:
O Município da Marinha Grande, um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo, pediu a ajuda de voluntários para apoiar ações de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas.
Nas redes sociais, a autarquia explicou que a depressão Kristin “causou danos significativos na Marinha Grande, afetando espaços públicos, infraestruturas e a vida de muitas pessoas”, pelo que o concelho precisa de pessoas disponíveis para limpeza de ruas e espaços públicos, apoio logístico e para outras tarefas essenciais no terreno.
A concentração dos voluntários é nos estaleiros municipais, junto ao Parque da Cerca, e outras informações podem ser pedidas para o número de telefone 244573300.
Entrega de bens em Leiria centralizada no pavilhão dos Pousos
A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos, próximo da cidade de Leiria, disse à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes.
“Desde ontem [quinta-feira] que temos um centro de apoio colocado no pavilhão dos Pousos, onde temos já recolhido alguns bens alimentares para as pessoas que não conseguiram ir aos supermercados que ainda estão a funcionar ou que precisem de alguma ajuda nessa parte”, afirmou Luís Lopes.
No mesmo local, é feita a “distribuição de lonas e plásticos para que as pessoas possam ir recolher e tapar os telhados que não têm condições agora para reparar”, referiu, pedindo às pessoas que queiram apoiar com bens para que se desloquem àquele pavilhão.
“Temos lá as nossas equipas que irão recebê-las e que irão depois acomodar as coisas”, adiantou o vereador.
Proteção Civil apela à disponibilização de geradores na região Oeste
O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste apelou às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Proteção Civil, de forma a garantir eletricidade aos lares de idosos.
“Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Proteção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir eletricidade às camas de pessoas acamadas”, afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva à agência Lusa.
Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a eletricidade nas duas vilas.
Pedrógão Grande apela à doação de lonas e material de cobertura para casas afetadas
A Câmara de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, lançou um apelo para a doação de lonas e material de cobertura para as habitações danificadas pelo mau tempo.
O município de Pedrógão Grande, através das redes sociais, deixou um apelo ao “humanitarismo, à solidariedade e ao apoio de todos os portugueses, de forma a ajudar a população do concelho mais afetada pela Depressão Kristin a ultrapassar esta grave e inimaginável situação de crise”.
“Neste momento, existem cidadãos que perderam bens materiais essenciais das suas habitações”, escreveu a autarquia, que acrescentou estar a recolher donativos de lonas e material de cobertura.
Pediu ainda que os donativos sejam entregues no armazém municipal, instalado na Zona Industrial de Pedrógão Grande.
Instituto do Sangue apela a dádivas em Lisboa, Porto e Coimbra
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) apelou aos dadores das áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Coimbra para reforçarem dádivas para apoiar as vítimas de ferimentos na sequência da passagem da depressão Kristin.
O IPST sublinha, numa mensagem na rede Facebook, que o mau tempo que afetou o país nos últimos dias provocou vários estragos em diversas infraestruturas, sobretudo rodoviárias, o que causa dificuldades adicionais nas deslocações, e, por isso, pede que as dádivas sejam centralizadas nos Centros de Sangue de Lisboa, Porto e Coimbra ou nos serviços hospitalares com capacidade de recolha.
Aquele organismo apresenta também as suas condolências aos familiares e amigos das vítimas da tempestade Kristin.
Contudo, lembra que para além dos casos mortais, “há várias vítimas de trauma, pelo que é necessário dar resposta a estas vítimas”.