Aos 82 anos, Alda é cuidadora do filho de 57: «Tenho de lhe dar banho, mudar a fralda e dar comida à boca»

  • Dois às 10
  • 2 abr, 12:08

Há 10 anos, António tinha uma vida estável e independente. Hoje, luta contra uma doença degenerativa que o deixou totalmente dependente — e é a mãe, com 82 anos, quem cuida de tudo.

A vida de António deu uma volta inesperada e dramática. Há cerca de uma década, o agora homem de 57 anos era um empresário de sucesso, tinha uma família estável e uma rotina ativa. Hoje, enfrenta uma dura realidade: uma doença rara e degenerativa que lhe roubou a autonomia.

Diagnosticado com atrofia multissistémica, António perdeu progressivamente capacidades essenciais. Já não consegue andar, falar, escrever ou alimentar-se sozinho, estando totalmente dependente de terceiros para as tarefas mais básicas do dia a dia:  "Tenho de lhe dar banho, mudar a fralda e comida à boca"

É a mãe, Alda, de 82 anos, quem assume esse papel. Apesar da idade avançada, não hesita em cuidar do filho em tudo — desde a higiene à alimentação. “Enquanto eu tiver forças, ele não sai de ao pé de mim”, garante, emocionada. Alda confessa que o maior medo é o futuro. “Tenho medo de morrer e deixá-lo sozinho”, admite, revelando a angústia de quem vive diariamente com essa incerteza.

A doença não trouxe apenas limitações físicas. António perdeu muito peso, a vontade de viver e até o sorriso. Sem dentes, tem dificuldade em comer e evita o contacto social por vergonha. Um dos seus maiores desejos é conseguir colocar próteses dentárias fixas para voltar a sorrir e alimentar-se com normalidade, algo que depois da vinda ao Dois às 10 vai mudar.

A rotina da família é exigente. Todos os dias, António é transportado pelos bombeiros para sessões de fisioterapia, numa tentativa de travar a progressão da doença. Ainda assim, o estado continua a agravar-se.

Ao lado de Alda está também Teresa, amiga de António, que tem sido um apoio fundamental. Foi ela quem ajudou a garantir cuidados médicos, uma cadeira de rodas e até a possibilidade de realizar terapias intensivas em Alcoitão.

Apesar das dificuldades, a esperança mantém-se viva — sustentada pelo amor incondicional de uma mãe que, aos 82 anos, continua a lutar diariamente pelo filho.

 

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