Um momento emocionante vivido no programa Dois às 10. O cavaleiro tauromáquico Marcos Tenório Bastinhas abriu o coração ao lado da mulher Dália Madruga.
Marcos Tenório Bastinhas, um dos cavaleiros tauromáquicos mais conhecidos do país, partilhou no programa “Dois às 10”, da TVI, o momento mais difícil da sua vida. A decisão de suspender a temporada taurina não foi apenas um ato profissional, mas uma medida urgente para cuidar da saúde mental. O toureiro revelou estar a atravessar uma depressão profunda e, ao lado da mulher, Dália Madruga, falou com honestidade e emoção sobre os sinais, os medos e a luta diária.
“Tive pensamentos de alguém que não queria estar aqui”, confessou Marcos, visivelmente emocionado. O toureiro, com 25 anos de carreira, explicou que sempre encontrou forças para continuar a entrar em praça, mas, desta vez, percebeu que era necessário parar para se reencontrar. A decisão foi tomada após um longo período de sofrimento, marcado por perdas familiares, ansiedade e episódios de pânico.
Dália Madruga, mulher de Marcos desde 2012, esteve ao seu lado durante toda a conversa e reforçou que a depressão não tem rosto: “As pessoas felizes também têm depressões. Às vezes parece que está tudo bem e depois vai tudo abaixo.” A ex-apresentadora revelou ainda que, nos últimos meses, chegou a ter receio de deixar o marido sozinho, tal era a fragilidade emocional em que se encontrava.
O impacto da perda do pai de Marcos, Joaquim Bastinhas, em 2018, foi também um ponto de rutura emocional. “Fez-me crescer e querer aproveitar cada momento”, afirmou. Mas, nem mesmo os anos de glória nas arenas conseguiram silenciar o peso do luto, do stress e das exigências da vida pública.
Dália sublinhou o ato de coragem que é pedir ajuda: “Parar para recarregar, para encher os depósitos de energia que a vida tantas vezes esgota. A saúde mental não é uma moda. É essencial.”
Marcos garante que esta não é uma despedida definitiva das arenas, mas sim uma pausa necessária. “Não é um bilhete só de ida… é de ida e volta”, declarou.
Agora, o objetivo é simples: respirar, cuidar de si e da família, e permitir-se viver com a dignidade que sempre procurou levar para as praças. É tempo de parar, sim — mas também é tempo de coragem.