Enquanto outras crianças pedem brinquedos, este menino de 8 anos emociona com o seu único desejo para o Natal

  • Dois às 10
  • 28 nov, 12:14

Aos 8 anos, André luta contra uma doença rara que o impede de correr, brincar e viver como as outras crianças. Depois de meses de dor, cirurgias e ferros a sair da perna, o menino fez apenas um pedido comovente para o Natal.

Oito anos de vida e uma força maior do que muitos adultos conseguiram reunir. André foi diagnosticado, em junho deste ano, com a doença rara Legg-Calvé-Perthes e, desde então, a rotina da família mudou por completo. Este Natal, enquanto outras crianças pedem brinquedos, o pequeno André só tem um desejo: «Pedi para ficar melhor».

Meses de dor até ao diagnóstico

Tudo começou quando André tinha seis anos e começou a ter dificuldades em andar, acompanhadas de dores intensas. Medicado, recuperou por algum tempo, mas em janeiro deste ano a situação agravou-se drasticamente.

Durante meses, os pais ouviram que se tratava apenas de dores de crescimento. Só aos oito anos chegou a resposta que mudaria tudo: Legg-Calvé-Perthes, uma doença rara que afeta o osso da anca. «Para nós, enquanto pais, foi um desespero receber o diagnóstico», admite Maria.

Cirurgia, ferros na perna e revolta

A primeira cirurgia foi realizada há cerca de um mês e André ainda hoje se impressiona com o que vê. «Não gosto de olhar para os ferros porque me faz confusão», diz, tímido. A mãe confirma o impacto: «Faz muita confusão ver ferros a sair da perna de uma criança de oito anos».

A recuperação tem sido difícil. André está revoltado, custa-lhe não poder correr, saltar ou brincar como antes. Graças a uma angariação de fundos, a família conseguiu pagar o tratamento. Em abril, André voltará ao bloco operatório para retirar os ferros e receber um líquido destinado a acelerar a circulação e o desenvolvimento dos tendões.

Entre a esperança e o medo

O osso direito já estava a ficar destruído, e o caminho ainda é longo. Maria tenta preparar o filho para a realidade: o sonho de ser jogador de futebol não será possível. Mas ainda acredita numa recuperação que lhe devolva a infância: «Se as cirurgias correrem bem, poderá vir a fazer uma vida minimamente normal».

O apoio da escola tem sido essencial. Há três semanas André regressou às aulas e foi recebido com enorme carinho pelos colegas, embora Maria já o tenha ido buscar algumas vezes devido às dores.

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