Estão sempre ligados, parecem inofensivos, mas pesam — e muito — na conta da eletricidade. Saiba quais são os principais culpados.
Há equipamentos eletrónicos em casa que podem estar a fazer aumentar de forma significativa a fatura da eletricidade, muitas vezes sem que se dê por isso. O alerta é deixado num artigo do jornal espanhol El Confidencial, que chama a atenção para um erro comum: apesar de muitos acreditarem que o forno ou a consola de jogos são os grandes responsáveis pelo consumo elevado, o verdadeiro “culpado” é outro aparelho — funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Já percebeu de quem se trata? Do frigorífico. Este eletrodoméstico consome energia de forma contínua e discreta, o que se traduz num gasto relevante ao longo do tempo.
Segundo o mesmo artigo, os frigoríficos mais recentes podem gastar entre 200 e 500 kWh por ano, valor que corresponde a cerca de 25% do consumo total de eletricidade de uma habitação. Apesar de este número poder parecer preocupante, há uma nota positiva: estão a surgir soluções inovadoras e sustentáveis. O desenvolvimento de energias renováveis, como os painéis solares e outras tecnologias amigas do ambiente, poderá transformar a forma como as casas são alimentadas energeticamente, incluindo os eletrodomésticos de maior consumo.
Ainda assim, mesmo sem desligar o frigorífico, é possível reduzir o seu impacto energético. Eis as recomendações deixadas pela marca AEG:
1. Escolha o tamanho adequado
Opte por um frigorífico ajustado às suas necessidades reais. Equipamentos maiores consomem mais energia, pelo que é importante escolher um modelo proporcional ao uso.
2. Mantenha o interior organizado
Uma boa organização permite abrir a porta durante menos tempo, reduzindo a perda de frio e ajudando a poupar energia. Dispor os alimentos de forma lógica facilita o acesso.
3. Regule corretamente a temperatura
Defina uma temperatura adequada à conservação dos alimentos, sem excessos. Evite encher demasiado o frigorífico para garantir a correta circulação do ar frio e melhorar a eficiência energética.
4. Posicione-o de forma estratégica
Coloque o frigorífico longe de fontes de calor e assegure espaço suficiente para ventilação. Deve manter uma distância de 10 a 15 cm da parede e evitar a exposição direta ao sol.
5. Utilize-o para descongelar alimentos
Planeie com antecedência e use o frigorífico para descongelar. Desta forma, ajuda a estabilizar a temperatura interna e aproveita o frio libertado durante a descongelação.
O frigorífico não é o único vilão
Para além do frigorífico, outros aparelhos também pesam na fatura da eletricidade. A máquina de secar roupa é um exemplo claro: consome cerca de 350 kWh por ano, sendo um dos equipamentos mais exigentes em termos energéticos. Sempre que possível, optar por secar a roupa ao ar livre ou usar programas de baixa temperatura pode fazer a diferença.
Há ainda dispositivos que funcionam de forma silenciosa e contínua, como routers e modems de internet, que também contribuem para o aumento da conta. Estes equipamentos estão sempre ligados e consomem, em média, 165 kWh por ano. Uma solução passa por programar o desligamento automático durante a noite, quando não são necessários.
Já os pequenos eletrodomésticos, como máquinas de café e torradeiras, não têm um consumo elevado individualmente, mas o uso repetido e acumulado ao longo do tempo pode tornar-se relevante.
O El Confiencial deixa ainda outras recomendações importantes:
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Utilizar réguas de tomadas inteligentes para eliminar o consumo em modo de espera
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Substituir eletrodomésticos antigos por modelos mais eficientes do ponto de vista energético
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Aproveitar a luz natural e trocar lâmpadas tradicionais por LED
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Isolar corretamente a casa para reduzir os custos de aquecimento e arrefecimento
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Realizar manutenção regular dos eletrodomésticos, garantindo o seu funcionamento ideal
Estas medidas podem ajudar a controlar o consumo e a evitar surpresas desagradáveis na fatura da eletricidade.