Irmão de Joana agrediu o sobrinho de 19 meses. Menino está em estado vegetativo há 11 anos: «Já não diz mais mãe»

  • Dois às 10

A história de Joana Vilela é marcada por uma dor impossível de descrever. Há mais de uma década, viu a vida mudar para sempre quando o filho, Rafael, tinha apenas 19 meses e foi agredido por um familiar próximo.

No programa Dois às 10, da TVI, Joana recordou aquele que considera o dia mais trágico da sua vida e revelou que, desde então, sente que perdeu o filho que conhecia. “Há 11 anos o meu irmão destruiu-me a família”, começou por dizer.

Na altura, Joana vivia na mesma casa que a mãe, o companheiro e o irmão. A relação entre os dois nunca foi pacífica e, segundo contou, já existia um historial de conflitos e até de queixas por violência física.

A tragédia aconteceu a 8 de março de 2015. Segundo o relato da mãe, Rafael encontrava-se ao colo do pai quando o tio tentou atingir o cunhado com uma garrafa. Depois de falhar o primeiro golpe, voltou a investir na direção dos dois.

O impacto foi devastador. Rafael ficou inconsciente e foi transportado em estado grave para o hospital. “Eu pensei que ele ia morrer”, confessou Joana. A agressão aconteceu numa altura particularmente delicada. Rafael tinha sido diagnosticado ainda durante a gravidez com um problema cardíaco e tinha uma cirurgia marcada para a semana seguinte.

Depois do ataque, nada voltou a ser igual. “Eu nem conseguia acreditar que aquele era o meu filho”, admitiu. Segundo Joana, Rafael deixou de andar, falar e comer sozinho.

O caso seguiu para tribunal e o irmão de Joana foi apenas condenado a pagar uma indemnização, algo que revolta Joana.

Atualmente, Rafael tem 13 anos e vive desde 2020 no Kastelo, uma unidade de saúde hospitalar no Porto. O jovem encontra-se num estado vegetativo e necessita de cuidados permanentes. Apesar da dura realidade, Joana continua agarrada à esperança. “Tenho esperança que um dia ele volte a dizer a palavra ‘mãe’”, confessou.

Entre a revolta, a saudade e a esperança, Joana admite que continua a viver com a mesma pergunta que a acompanha há 11 anos: como seria a vida do filho se aquele dia nunca tivesse acontecido.

Sentiu a emoção desta história? Imagine vivê-la sem interrupções.
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