De partir o coração. Pais recebem a notícia de que o filho de cinco anos tem 3 meses de vida: «Se ele for, eu vou»

  • Dois às 10

A vida de Ana Oliveira e Ruben Ferreira mudou para sempre quando o filho, Gabriel, tinha apenas quatro meses. Hoje, aos cinco anos, o menino enfrenta o terceiro tumor e os pais continuam a lutar contra um prognóstico que lhes partiu o coração.

No programa "Dois às 10", da TVI, o casal recordou o percurso de sofrimento vivido ao lado do filho e revelou que os médicos lhes deram uma notícia devastadora. «Disseram-nos que podia ter apenas dois ou três meses de vida», partilharam emocionados. Ana chega mesmo a comentar: «Se ele for, eu vou».

Apesar da falta de esperança transmitida pelos especialistas, Ana e Ruben recusam desistir.

Tudo começou quando Gabriel tinha apenas quatro meses. Foi Ana quem reparou, através de uma fotografia, num reflexo branco num dos olhos do bebé. O diagnóstico confirmou o pior: retinoblastoma, um tumor raro na retina.

A mãe acabaria por descobrir que também tinha sofrido da mesma doença em criança, tendo perdido a visão do olho esquerdo, sem nunca saber que a podia transmitir geneticamente ao filho. Depois de meses de tratamentos, o primeiro tumor ficou controlado. No entanto, em 2024, uma ressonância revelou uma nova massa, desta vez numa glândula do cérebro.

O diagnóstico voltou a ser devastador: pineoblastoma, um tumor cerebral raro, agressivo e de crescimento rápido. «Foi outra bomba. Parecia impossível, não tivemos descanso», recordou Ruben.

Gabriel foi submetido a uma cirurgia ao cérebro, sessões intensivas de quimioterapia e até a um transplante de medula óssea. Contudo, os obstáculos não terminaram. Em março deste ano, uma operação acabou por ser interrompida devido a um erro médico relacionado com cateteres e, semanas depois, uma nova ressonância voltou a revelar lesões numa zona delicada do cérebro.

Ana não esquece um dos momentos mais difíceis de todo o processo «Perguntei ao médico se ia ver o meu filho crescer e ele disse friamente não», recordou, antes de confessar que saiu da consulta em pânico.

Sem respostas e sem opções de tratamento que lhes devolvam a esperança, Ana e Ruben procuram agora médicos, hospitais e ensaios clínicos que possam oferecer uma nova oportunidade ao filho. Porque, apesar de tudo o que já ouviram, há uma certeza que permanece intacta: nunca deixarão de lutar por Gabriel

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