Chaves por dentro da porta de casa: um hábito que pode colocar a sua segurança em risco

  • Dois às 10
  • 19 nov, 14:00

Maioria das fechaduras portuguesas não possui sistema antipânico

A maioria das pessoas sente-se mais protegida em casa depois de trancar a porta pelo lado de dentro, sobretudo durante a noite. Por comodidade, e por acreditarem que reforça a segurança, é comum deixarem as chaves na fechadura do lado interior. Contudo, será este hábito realmente seguro?

Um especialista em fechaduras e segurança residencial explicou ao portal IOL que este gesto transmite uma “falsa” sensação de segurança e pode, na verdade, criar riscos. “A opção de, quando se tranca a porta, retirar a chave da fechadura é, de facto, importante. Mas, muitas pessoas deixam lá a chave como uma segurança adicional para não se colocar chaves por fora”, afirma Nuno Félix, diretor comercial da empresa Chaves do Areeiro.

Mas por que motivo não o devemos fazer? Segundo o especialista, ao manter a chave na fechadura, as pessoas “correm o risco em termos de segurança, caso tenham um problema e não possam ser socorridas rapidamente devido a este bloqueio”. Se o residente estiver a dormir e sofrer um problema de saúde ou se ficar imobilizado após uma queda, por exemplo, impossibilita que familiares, amigos ou vizinhos consigam entrar para prestar ajuda.

Maioria das fechaduras portuguesas não possui sistema antipânico

Em Portugal, grande parte das fechaduras domésticas — mesmo as mais recentes, equipadas com cilindros de perfil europeu — “não vêm com embraiagem ou sistema antipânico”, explicou ao IOL Nuno Félix. No entanto, acrescenta que “existem cilindros já com o sistema incorporado e outros que têm essa opção”.

A verdade é que, na maioria das casas portuguesas, não é possível abrir a porta pelo exterior se houver chaves colocadas por dentro. Isto acontece porque “a grande maioria serem chaves de duplo palhetão, que não só não permitem ter o sistema antipânico como estão vulneráveis a assaltos decorrentes da utilização de gazuas”, esclarece o especialista.

O que recomendam os especialistas?

Como agir, então, para garantir segurança contra intrusos e, simultaneamente, assegurar que alguém consegue entrar em caso de emergência? De acordo com Nuno Félix, “tendo em conta a segurança residencial em termos de assaltos, bem como a possibilidade de ser assistidos em caso de eventual necessidade, o ideal é optar por modelos mais recentes de fechaduras de perfil europeu com cilindro de segurança e com opção antipânico”.

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