Atraída por um anúncio de roupa de bebé, grávida de 7 meses foi atacada e arrancaram-lhe a bebé. Mulher conta como sobreviveu

  • Joana Lopes
  • 29 out, 15:04
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Um anúncio falso de roupa pré-natal levou uma grávida de sete meses a um encontro que acabaria em tragédia.

Era para ser apenas uma visita rápida para recolher roupas de bebé em segunda mão, mas o encontro combinado através de um anúncio online acabou por transformar-se num dos crimes mais chocantes da última década nos Estados Unidos.

A 18 de março de 2015, Ellie Wilkins, então com 26 anos e grávida de sete meses, deslocou-se à casa de uma mulher que afirmava vender roupa de grávida. Ao chegar, foi recebida por Dynel Lane, de 34 anos, que também fingia estar à espera de um bebé.

O que Ellie desconhecia era que Lane tinha preparado uma emboscada. Pouco depois de entrar na casa, foi atacada brutalmente. A agressora deixou-a inconsciente, abriu-lhe o abdómen e retirou o bebé do útero, tentando roubar-lhe a criança. Ellie perdeu mais de 40% do sangue e ficou entre a vida e a morte. A bebé, Aurora, não sobreviveu.

Quando recuperou a consciência, sozinha e gravemente ferida, Ellie percebeu o que acontecera. “Consegui sentir que algo não estava bem... e pensei: ou fico aqui e morro, ou levanto-me e sobrevivo”, recorda agora em entrevista à revista People. Com um esforço sobre-humano, conseguiu alcançar o telemóvel e ligar para o número de emergência.

Mais tarde, veio a descobrir-se que Dynel Lane tinha fingido uma gravidez durante meses, enganando familiares e amigos. No dia do ataque, levou a bebé sem vida ao hospital, alegando ter sofrido um aborto espontâneo em casa, numa tentativa de fazer crer que era sua filha.

Os médicos rapidamente suspeitaram, pois Lane não apresentava sinais de parto recente. Pouco depois, as autoridades confirmaram a verdade: Aurora era a bebé de Ellie.

Lane acabou condenada a 100 anos de prisão pelos crimes de tentativa de homicídio, agressão e interrupção ilegal de gravidez.

Apesar de tudo, Ellie sobreviveu. Passou dias nos cuidados intensivos e meses em recuperação física e psicológica. Sofreu de stress pós-traumático e teve de reaprender a confiar no mundo. “Não quero partilhar uma história de trauma, quero partilhar uma história de cura”, afirmou agora, dez anos após o ataque, à mesma revista norte-americana.

Atualmente, com 37 anos, Ellie vive em Boulder, no Colorado. Está novamente apaixonada, pensa em ser mãe e dedica-se a apoiar equipas de emergência e pessoas em recuperação emocional. Na sua casa, guarda uma fotografia da filha e um pequeno coração de vidro com as cinzas de Aurora, símbolos de uma dor transformada em força.

Ellie confessou: “Sinto-me grata pela vida que tenho e por tudo o que aprendi desde então (...) a minha história é dura, mas também é uma prova de que é possível sobreviver e voltar a amar.

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