Todos os detalhes do assassinato de Mónica Silva, a grávida da Murtosa: Plano meticuloso do homicida revelado

  • Joana Lopes
  • 7 nov 2024, 15:19

Fernando Valente foi acusado pelo Ministério Público de matar Mónica Silva e esconder o cadáver

O Ministério Público acusou Fernando Valente, o suspeito do homicídio de Mónica Silva, dos crimes de homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e aquisição de moeda falsa para ser posta em circulação.

Pelo que o Ministério Público avançou, Fernando Valente e Mónica Silva mantiveram uma relação íntima durante cerca de um ano, da qual resultou uma gravidez. Terá sido quando soube que iria ser pai que engendrou um plano para assassinar Mónica Silva, com o objetivo de evitar que lhe viesse a ser imputada a paternidade e que beneficiassem do seu património.

Segundo o Ministério Público, Fernando Valente planeou meticulosamente o assassinato de Mónica Silva e, no dia 3 de outubro, terá matado a vítima no apartamento desta, na Torreira, tendo se desfeito do corpo nos dias seguintes. «A vítima encontrou-se com o arguido junto da sua residência e, munida das ecografias da sua gravidez, acompanhou-o, sendo levada até ao apartamento situado na Torreira, pertença daquele. Aí, o arguido matou a vítima e o feto que se encontrava a gerar», disse o Ministério Público.  O empresário «desfez-se do corpo da vítima, levando-o para parte incerta, escondendo-o e impedindo que fosse encontrado», adiantou ainda o Minis

Segundo o que foi apurado, após a morte de Mónica Silva, Fernando Valente, ainda usou o telemóvel da vítima, com a intenção de simular que esta ainda estaria viva. Segundo o que o Ministério Público apurou, o arguido pretendeu «eliminar contactos que o relacionassem com aquela e com os vestígios da sua morte e desviar de si quaisquer suspeitas dos crimes». A acusação sustentou ainda que Fernando Valente «efetuou pesquisas sobre a forma como eliminar das redes sociais as conversas mantidas com a vítima». Além disso, «acedeu ao telemóvel da vítima e, fazendo-se passar por esta, remeteu duas mensagens nas redes sociais a um terceiro indivíduo, insinuando estar a ser ameaçada por este».

Por fim, o Ministério Público afirmou que Fernando Valente «procedeu a operações de limpeza profundas no interior do apartamento nos dia seguintes ao desaparecimento de Mónica Silva.

Atualmente, Fernando Valente está em prisão domiciliária.

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