Algo que muitos fazem nos hotéis pode estar prestes a acabar

  • Dois às 10
  • 2 jun, 17:00

Uma prática comum entre hóspedes de hotéis poderá estar a mudar. O que durante anos foi visto como normal pode vir a ser restringido em cada vez mais unidades hoteleiras.

Leva para casa os pequenos frascos de shampoo, gel de banho e outros produtos de higiene depois de uma estadia num hotel? Esse hábito poderá ter os dias contados. Os hotéis da União Europeia vão deixar de disponibilizar estes recipientes descartáveis, no âmbito de uma medida integrada no Regulamento Europeu 2025/40.

O fim de uma prática habitual nos hotéis

A União Europeia aprovou um conjunto de novas regras destinadas a reduzir a produção de resíduos, sobretudo em setores com um elevado consumo de embalagens de utilização única, como é o caso da hotelaria. Na prática, os hotéis deixarão de fornecer nos quartos frascos descartáveis de shampoo, gel de banho e outros produtos de higiene.

Esta alteração faz parte de uma nova regulamentação focada na sustentabilidade e na gestão de embalagens. O objetivo passa por limitar a utilização de plásticos descartáveis e promover alternativas reutilizáveis, numa tentativa de diminuir o impacto ambiental associado ao setor do turismo, segundo o site 'Correio do Estado'.

Entre os artigos abrangidos pelas novas regras encontram-se os frascos de shampoo, gel de banho, loções corporais e outros produtos habitualmente disponibilizados em embalagens individuais. Perante esta mudança, os hotéis deverão recorrer a soluções como dispensadores recarregáveis, já utilizados em diversas unidades hoteleiras. Este sistema permite garantir o acesso aos produtos de higiene, ao mesmo tempo que reduz significativamente o desperdício provocado pelas embalagens de uso único.

Apesar de o regulamento já ter entrado em vigor, a sua aplicação será feita de forma gradual. A data definida para a implementação total destas medidas em todos os Estados-Membros é janeiro de 2030.

Até essa altura, o setor terá margem para se adaptar às novas exigências e reorganizar os respetivos serviços. As medidas incidem principalmente sobre atividades que geram grandes volumes de resíduos, como a hotelaria e a restauração. Já os produtos semelhantes comercializados em lojas ou destinados a utilização pessoal, por exemplo durante viagens, não estão diretamente abrangidos por estas restrições.

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