Beatriz tem 6 anos e luta contra uma leucemia. A quimioterapia deixou de fazer efeito e a mãe agarra-se à única chance de a salvar

  • Dois às 10
  • 2 fev, 15:53

Beatriz tem apenas seis anos e luta há um ano contra uma leucemia rara. Depois de uma recaída em dezembro, a quimioterapia deixou de fazer efeito e a única esperança passa agora por um transplante.

Beatriz tem apenas seis anos e há um ano que trava uma dura batalha contra uma leucemia rara. O estado de saúde da menina agravou-se de forma significativa em dezembro e, neste momento, a quimioterapia deixou de fazer efeito. A próxima e única esperança passa por um transplante de medula óssea, que terá de ser realizado em Espanha, obrigando a mãe, Lucimar Santos, e a criança a permanecerem fora do país durante cerca de dois meses.

Lucimar, mãe de quatro filhos, recorda o choque que sentiu quando recebeu o diagnóstico da filha mais nova, que tinha apenas cinco anos na altura. “Foi uma mudança de vida, tem sido uma luta”, confessou, descrevendo Beatriz como uma verdadeira guerreira ao longo de todo este processo marcado por internamentos sucessivos e momentos de grande fragilidade.

Em dezembro do ano passado, Beatriz sofreu uma recaída e está internada desde então no IPO de Lisboa. A menina, cheia de vida apesar da doença, questiona muitas vezes o porquê de tudo o que lhe está a acontecer. Segundo a mãe, o maior desejo da filha é simples: brincar com os amigos e ter uma vida normal. “A Beatriz só quer brincar e ter uma vida normal”, partilhou, com emoção.

Lucimar admite que o caminho tem sido particularmente difícil, uma vez que tem assumido sozinha o papel de mãe e pai, gerindo a vida familiar, os cuidados da filha doente e a preocupação constante com os outros três filhos, dois deles ainda menores. O maior medo é que Beatriz não resista a tudo o que está a enfrentar. “Tive muito medo de a perder nesta recaída e no início, quando chegou ao IPO”, revelou.

O transplante de medula estava inicialmente previsto para Barcelona, mas teve de ser adiado devido à recaída da menina. Neste momento, o estado de saúde de Beatriz precisa de estabilizar antes de poder avançar para o procedimento. Caso não surja um dador mais compatível, será a própria mãe a doar a medula óssea. “Fiquei aliviada. Não conseguia descansar com medo de não aparecer ninguém”, contou Lucimar.

A quimioterapia deixou marcas visíveis: Beatriz perdeu o cabelo, emagreceu, está fragilizada e recebe transfusões de plaquetas diariamente. O isolamento hospitalar tem sido outro desafio emocional. “A Beatriz está saturada de estar internada, principalmente por estar em isolamento”, desabafou a mãe.

Para além da luta pela vida da filha, Lucimar enfrenta dificuldades financeiras. Não recebe baixa nem subsídio por ter uma filha doente oncológica e precisa de apoio para suportar as despesas associadas à estadia em Barcelona, onde mãe e filha terão de permanecer pelo menos dois meses para a realização do transplante.

Quem quiser ajudar pode fazê-lo através de donativos diretos para Lucimar Moreira dos Santos, contribuindo assim para dar a Beatriz a oportunidade de continuar a lutar e de voltar a sonhar com uma infância normal.

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