Tudo começou com um inchaço no pescoço. No início do ano, chegou o diagnóstico que mais temia

  • Dois às 10
  • 29 jan, 15:50

Maria Inês tem 26 anos e uma vida ativa quando um simples alto no pescoço, sentido durante um treino no ginásio, acabou por revelar um linfoma e mudar tudo de um dia para o outro.

A vida de Maria Inês Amaral, de 26 anos, seguia o seu curso natural. Trabalhava como enfermeira, vivia com o namorado, saía com os amigos e fazia planos para o futuro. Mas, de um dia para o outro, tudo mudou.

Em outubro, enquanto treinava no ginásio, Maria Inês sentiu um alto no pescoço. Um sinal que, na altura, a deixou em alerta. «Entrei logo em pânico, porque sendo enfermeira sabia que não era bom», recorda. Ainda assim, só no dia 8 de janeiro recebeu o diagnóstico que lhe viria a virar o mundo do avesso: linfoma de Hodgkin.

«Foi mais difícil aceitar a probabilidade de ser um linfoma do que o diagnóstico», confessou. Quando a confirmação chegou, sentiu que tudo parou. «Do nada tiram-nos tudo… tudo acaba ali por momentos», desabafou.

Apesar do choque, Maria Inês garante que nunca teve medo da morte. «Nunca tive medo de morrer», afirmou.  Atualmente, já iniciou os tratamentos. O plano passa por oito sessões de quimioterapia e duas semanas de radioterapia. Até agora, fez apenas uma sessão, mas já sente o impacto na sua rotina. O que mais lhe custa é o isolamento social e o facto de não poder trabalhar. «Estou a iniciar a minha vida agora e, da noite para o dia, mudou tudo», lamentou.

Enfermeira há dois anos, Maria Inês admite que o conhecimento clínico nem sempre ajuda quando se está do outro lado. A perda de cabelo é outro dos aspetos que mais a afeta emocionalmente. «Ficar sem cabelo assusta… é uma coisa que mexe comigo apesar de ser um pormenor», partilhou. 

Sonhando um dia ser mãe, Maria Inês tomou também uma decisão importante antes de iniciar os tratamentos: fez a criopreservação dos óvulos, salvaguardando o desejo de construir família no futuro.

Através das redes sociais, Maria Inês tem partilhado o seu percurso, mostrando que, mesmo perante um diagnóstico duro, continua determinada a viver, um dia de cada vez.

A Não Perder

MAIS

Mais Vistos

Signos

Receitas

Fora do Estúdio

Fotos