Antes de pôr fim à vida, filho de Célia deixou uma carta de despedida: «Mãe, sei que disseste que fazias o mesmo. Não o faças, por favor»

  • Dois às 10

Célia Costa vive com uma dor que diz não ter explicação. A perda do filho Duarte, que decidiu pôr termo à própria vida aos 29 anos, mudou para sempre a sua vida e deixou marcas profundas numa família que tentou tudo para o ajudar.

No programa Dois às 10, da TVI, Célia recordou o longo percurso de sofrimento vivido pelo filho, que enfrentava uma depressão profunda, e revelou que durante meses viveu com o receio constante de que o pior pudesse acontecer.

Os primeiros sinais de alerta surgiram quando a filha encontrou no quarto de Duarte uma carta de despedida. A partir desse momento, a família manteve-se em permanente vigilância e procurou todas as formas possíveis de apoio.

Segundo contou, Duarte chegou a ser internado na Psiquiatria do Hospital de Santa Maria e pediu ajuda numa fase em que reconhecia o seu sofrimento. Ainda assim, apesar de todos os esforços, acabou por pôr termo à vida no dia 26 de setembro de 2025, no local onde trabalhava, no Hospital Militar.

Durante a conversa, Célia revelou que guarda cuidadosamente a carta que o filho deixou à família. Entre as palavras escritas por Duarte, há uma passagem que continua a emocioná-la profundamente. «Mãe, sei que disseste que fazias o mesmo. Não o faças, por favor», escreveu o jovem.

Na mesma mensagem de despedida, dirigida às pessoas de quem gostava, Duarte deixou também uma declaração de amor que continua a acompanhar a família. «A todos, amo-vos. Espero um dia encontrar-vos», escreveu.

A mãe recorda que viveu durante meses com medo de perder o filho. Depois de a carta ter sido descoberta, a família tentou ajudá-lo a ultrapassar a depressão, mantendo-se atenta aos seus comportamentos e procurando apoio especializado.

Célia confessou ainda que chegou a acreditar que conseguiria evitar o desfecho trágico. Contudo, poucos dias depois de regressar ao trabalho após um internamento, Duarte acabou por concretizar aquilo que há muito temia.

Hoje, além de lidar com o luto, Célia encontrou uma forma de homenagear o filho. Está a escrever um livro inspirado na história de Duarte, com o objetivo de alertar para a importância da saúde mental e para os sinais de risco que muitas vezes passam despercebidos.

Sentiu a emoção desta história? Imagine vivê-la sem interrupções.
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