A vida de Sónia Rodrigues mudou para sempre em abril deste ano. O filho, Diégo, de apenas 15 anos, saiu de casa para estar com os amigos, mas nunca mais regressou. O adolescente morreu atropelado por um comboio depois de atravessar a linha ferroviária, deixando a família mergulhada numa dor que, garante a mãe, aumenta a cada dia.
A história foi partilhada no programa "Dois às 10", da TVI, onde Sónia recordou os momentos que antecederam a tragédia.
Através da localização dos telemóveis dos filhos, a mãe estranhou ver Diégo e o irmão mais velho, Kevin, na mesma estação ferroviária. Pouco depois, recebeu um telefonema que lhe mudou a vida. "Quando cheguei à estação estava um cenário de inferno", recordou, emocionada.
No local, foi abordada pelas autoridades, que lhe confirmaram a morte do filho. Os agentes desaconselharam a família a ver o corpo de Diégo, levando-os a acreditar que os ferimentos provocados pelo atropelamento eram demasiado graves. "Até ver o corpo do Diégo ficámos com esperança de que se tivessem enganado", confessou.
«Cada dia é mais difícil»
Meses depois da tragédia, Sónia admite que continua a tentar aprender a viver com a ausência do filho. "É um vazio, é uma tristeza, é muito difícil…", desabafou.
As saudades fazem-se sentir nos gestos mais simples do dia a dia."É uma máquina de roupa a menos, menos um lugar à mesa, no carro…", explicou, revelando que é nesses momentos que a ausência de Diégo pesa ainda mais.
Sem conseguir esconder a emoção, acrescentou: "Não consigo suportar a dor. Cada dia é mais difícil. Custa muito imaginar que nunca mais o vou ver."
Uma petição para evitar novas tragédias
Depois da morte de Diégo, Sónia e Kevin decidiram transformar a dor numa causa. A família criou uma petição para pedir o reforço da segurança nas estações ferroviárias na Suíça, na esperança de evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento. "O meu filho já não volta, mas quero evitar que aconteça o mesmo a outros", concluiu Sónia.