Marina viveu uma sucessão de perdas devastadoras em poucos meses. No “Dois às 10”, contou como tudo começou com um telefonema da filha de seis anos a dizer que a avó “não respirava”.
Marina viveu um dos períodos mais difíceis da sua vida ao perder três pessoas muito próximas em apenas cinco meses. A história foi partilhada no programa “Dois às 10”, da TVI, onde contou como tudo começou com um telefonema inesperado da filha Leonor, de apenas seis anos.
No dia 23 de março de 2025, Marina recebeu uma chamada da menina em pânico. “A minha filha ligou-me a dizer que a avó não se mexia e não respirava”, recordou. Quando chegou a casa, deparou-se com a mãe já sem vida, enquanto a neta estava ao seu lado.
Apesar do choque, Marina ainda tentou agir de imediato e iniciou manobras de suporte básico de vida até à chegada do INEM, mas já nada havia a fazer. “Quando senti o peito da minha mãe estalar, percebi que ela estava morta”, contou, emocionada.
No meio do luto, Marina começou a tratar do funeral com a ajuda da tia Adélia. No entanto, o drama voltou a atingir a família. A tia, que tinha estado a apoiar na organização das cerimónias, acabou por morrer após sofrer um aneurisma. “Pedi-lhe ajuda com o funeral. Sentiu dores e naquela noite foi para o hospital. Ainda não tinha enterrado a minha mãe, e já havia outra pessoa. Quando soube, pensava que era mentira”, relatou.
Depois dessas perdas, Marina ficou responsável por cuidar do pai, que sofria de doença de Parkinson desde os 47 anos. Apesar de na infância não terem sido muito próximos, a relação entre ambos tinha vindo a fortalecer-se. Contudo, cerca de cinco meses após a morte da mãe, a tragédia voltou a bater à porta. Marina encontrou o pai morto em casa. “Eu ia a casa dele todos os dias. Ele estava a melhorar”, recordou.
Perante tudo o que viveu num curto espaço de tempo, Marina não esconde a dificuldade em lidar com tantas perdas. “Como é suposto lidar com a perda de três pessoas?”, questionou.
Ainda assim, a maior preocupação tem sido a filha Leonor, que presenciou a morte da avó. Por esse motivo, Marina decidiu procurar ajuda psicológica para a menina. Hoje, Marina admite que continua a enfrentar o luto de forma muito solitária.