Milene escreve cartas para o irmão que pôs termo à vida aos 21 anos: «Sonhei que o consegui salvar»

  • Dois às 10
  • 8 jan, 15:19

Milene refugiou-se na escrita depois da morte inesperada do irmão.

Nove anos depois da morte de um dos irmãos, Milene Figueiredo continua a viver com a ausência, a saudade e as perguntas sem resposta. Em entrevista emotiva, a convidada partilhou que ainda hoje escreve cartas a João e revelou que, recentemente, chegou mesmo a sonhar que o conseguia salvar.

João tinha 21 anos quando decidiu pôr termo à vida, em 2016. Um acontecimento que marcou para sempre a vida de Milene e da família. “Ainda hoje não percebo porquê”, confessou, admitindo que nunca imaginou que o irmão fosse capaz de um gesto tão extremo. Apesar de reconhecer que João poderia estar a sofrer em silêncio, as razões continuam a ser uma incógnita.

Milene descreveu o irmão como um jovem tímido, reservado e muito talentoso, alguém que, nas suas palavras, “era necessário neste mundo”. 

O sentimento de culpa é algo que ainda hoje a acompanha. Apesar de dizer que está mais em paz, Milene admite que a culpa nunca desaparece por completo. “Devia ter reparado em algum sinal, em algum olhar que escondia uma dor”, desabafou, assumindo que essa interrogação a persegue.

Para lidar com a perda, a escrita tornou-se um refúgio. Milene revelou que continua a escrever cartas ao irmão, numa tentativa de manter viva a ligação que a morte não conseguiu apagar. Foi também dessa dor que nasceu o livro O Código Postal do Céu, uma obra profundamente pessoal, que durante muito tempo guardou apenas para si, por receio da exposição.

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