O ator emocionou-se ao recordar o pedido do filho para não entrar na «1.ª Companhia» e acabou por perceber que a dor tinha raízes antigas: a infância marcada pelas ausências da mãe emigrante. Entre lágrimas, Manuel Melo uniu o passado ao presente e explicou porque lhe custa tanto estar longe de quem mais ama.
A participação de Manuel Melo na «1.ª Companhia» ficou marcada por momentos de grande emoção — sobretudo sempre que o ator falava do filho. Esta segunda-feira, no Dois às 10, percebeu-se porquê.
Antes de aceitar o desafio do reality show, o filho pediu-lhe que não fosse. Ainda assim, Manuel Melo tentou explicar-lhe a decisão da melhor forma que conseguiu. “Disse-lhe que o pai tinha de ir ganhar dinheirinho”, recordou. Mas a frase não apagou o impacto das palavras da criança, que confessou que iria sentir a sua falta.
Em conversa com Cristina Ferreira, o ator acabou por fazer uma associação inesperada ao seu próprio passado. Recordou a infância e os períodos em que a mãe emigrava para trabalhar.
“A minha mãe não me falta com nada e eu falar disto é difícil para ela, porque também tem os seus arrependimentos”, começou por dizer. “Mas quando era pequeno diziam-me que tu sentiste a falta da mãe. Quando passava o avião eu dizia: ‘Olha, a mãe vai ali’. Mas eu nunca percebi. Ela vinha, trazia coisas, ia-se embora e vinha. À medida que fui crescendo fui percebendo que se calhar fez ali alguma falta.”
Foi então que Cristina Ferreira uniu as peças do puzzle: “Por isso ficas incomodado quando o teu filho disse ‘não vás’ porque fica com saudades…” Em lágrimas, Manuel Melo não conseguiu conter a emoção: “Percebes? Uniste os pontos, é exatamente isso, mesmo que seja perto.”
Uma revelação que ajudou a explicar a fragilidade do ator dentro do programa — e que mostrou como, muitas vezes, as dores da infância ecoam nas decisões que tomamos enquanto pais.