Tomás tinha 7 anos quando ouviu, pela primeira vez, um insulto enquanto jogava futebol: «Diziam que eu não estava ali a fazer nada»

Tomás tinha 7 anos quando ouviu, pela primeira vez, um insulto enquanto jogava futebol: «Diziam que eu não estava ali a fazer nada e chamavam-me nomes». A criança admitiu a Maria Botelho Moniz que, por muito que tentasse ignorar as palavras, não conseguia: «Sentia-me inseguro, tanto no jogo como nas bancadas. Pensei em desistir».

O convidado joga futebol desde os 3 anos, hoje tem 13: «Desabafo com os meus pais sobre isto. Os meus colegas também ouvem insultos e também ficam tristes». O pai de Tomás, que também estava em estúdio, admite: «Dizemos-lhe que estamos na bancada, mas nunca nestas confusões. O mais fácil é ir para o outro lado da bancada, para não responder e gerar confusão».

A violência está cada vez mais presente nos jogos de futebol, mesmo quando são crianças e jovens em campo. O Clube de Futebol «Gil Vicente» recolheu testemunhos fortes, corajosos e verdadeiros, como o do nosso convidado Tomás, dos membros que sofrem com as palavras de quem os vê jogar. Maria Botelho Moniz termina a entrevista deixando clara a sua opinião: «Futebol não é violência, é união».

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