É mulher? Estes sintomas podem ser mais sérios do que parecem

  • Joana Lopes

O que começou como algo banal marcou para sempre a vida de uma jovem que, uma década depois, vive com as consequências.

Mariana Lopes sempre quis ser enfermeira. Durante o segundo ano do curso, aos 22 anos, descobriu que tinha uma doença pulmonar rara e sem cura chamada linfangiomiomatose (LAM). Na altura, desvalorizou os sintomas e o diagnóstico: «Eu queria era acabar o meu curso e viver a minha vida». Os médicos tinham-lhe explicado que a doença só se manifestaria a longo prazo e, por isso, Mariana seguiu com o seu percurso.

No entanto, 10 anos depois, em 2024, a doença manifestou-se de forma severa, deixando-a dependente de suporte de oxigénio 24 horas por dia. Atualmente, Mariana precisa de suporte de oxigénio para viver. A condição progressiva da LAM levou à formação de quistos nos pulmões, que podem fazer com que o pulmão colapse ao rebentarem, um fenómeno conhecido como pneumotórax — quando o ar se acumula entre o pulmão e a parede torácica, comprimindo o órgão.

Apesar de ser enfermeira no Hospital Amadora Sintra, Mariana está afastada do trabalho há meses devido à gravidade da sua condição. Esta partilha o receio e a incerteza sobre o futuro: «Assusta-me saber que isto não tem cura».

Além das limitações físicas e profissionais, a doença trouxe a Mariana uma dor profunda ao ver o seu sonho de maternidade ser interrompido. A gravidade da sua condição torna inviável uma gravidez, o que representa uma perda emocional significativa para esta jovem que sempre sonhou em construir uma família. No entanto, Mariana revela uma atitude de aceitação e coragem perante esta realidade: «Eu já tive esse sonho, mas eu lidei muito bem com isso. Eu acho que fiz um luto disso. Se, para eu ficar bem, tenho que perder algumas coisas, vou lidar bem com isso. Se é para eu viver, eu abdico disso». Estas palavras mostram a sua determinação em valorizar a vida apesar dos sacrifícios que a doença lhe impõe.

A história de Mariana é um alerta importante para todos nós: não devemos ignorar os sinais que o nosso corpo nos envia. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença na gestão de doenças, especialmente as raras e graves como a LAM.

Sentiu a emoção desta história? Imagine vivê-la sem interrupções.
TORNE-SE PREMIUM

A Não Perder

MAIS

Mais Vistos

Signos

Receitas

Fora do Estúdio

Conversas

Fotos