É neto e filho de duas figuras incontornáveis do País e hoje uma referência na música portuguesa

  • Dois às 10
  • 27 nov, 15:19

Martim Sousa Tavares é um dos nomes mais marcantes da nova geração da música clássica em Portugal. Maestro, comunicador nato e defensor de que a cultura deve ser para todos, Martim já passou pela rádio, pela televisão, pelo digital e agora estreia-se no universo infantil. No «Dois às 10», falou sobre o novo livro e sobre o caminho inesperado que o trouxe até aqui.

O seu gesto à frente de uma orquestra é inconfundível — delicado, luminoso e cheio de vida. Martim Sousa Tavares desafia a imagem tradicional de maestro: muitas vezes dirige de calças de ganga e t-shirt, sem formalismos, mas com a mesma exigência e rigor de sempre. Criativo e irreverente, leva a música onde ela ainda não chegou e aproxima públicos que durante anos se sentiram afastados das salas de concerto.

Desde pequeno, sonhava com tudo ao mesmo tempo: viajar, explorar, descobrir — e, claro, tocar. Começou piano muito cedo e começou a compor ainda em criança. Chegou a entrar em Ciências da Comunicação, mas rapidamente percebeu que o seu lugar era na música. Estudou direção de orquestra em Portugal, Itália e Chicago, viveu fora vários anos, mas acabou por regressar a casa. «Sinto que estou casado com Portugal», confessou.

Em 2019, fundou a Orquestra Sem Fronteiras, um projeto que une jovens talentos dos dois lados da fronteira luso-espanhola e que reflete a sua visão humanista da arte: a música como ponto de encontro.

Um nome que vem de uma família incontornável

Martim é filho de Miguel Sousa Tavares e e neto de uma das maiores escritoras portuguesas de sempre, Sophia de Mello Breyner Andresen. Ainda assim, assume que gosta de traçar o seu próprio caminho e evita falar demasiado sobre a herança familiar: o foco é sempre a música, o que cria e o que ainda quer fazer.

Uma estreia no universo infantil

O maestro apresenta agora “O Rei com a Música na Cabeça”, o seu primeiro livro para crianças, dedicado à filha, nascida em maio. O livro levanta uma pergunta encantadora: pode uma nota musical mudar o mundo? Mais do que uma moral, Martim quis criar uma história divertida, que convide as crianças a imaginar, sonhar e ouvir o mundo de forma diferente.

E, como não consegue estar quieto, já tem o segundo livro quase terminado: “Falar Piano, e Tocar Francês”, uma reflexão sobre a forma como nos relacionamos com a arte.

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